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Projeto pioneiro em distribuição de biometano segue em expansão

Iniciativa colocará os municípios de Narandiba, Prudente e Pirapozinho em destaque no que diz respeito ao abastecimento do gás gerado a partir do processamento de resíduos da cana-de-açúcar

Empresas & Negócios - GABRIEL BUOSI

Data 24/05/2020
Horário 15:18
AI da Usina Cocal - Usina Cocal de Narandiba é uma das parceiras da iniciativa Foto: AI da Usina Cocal - Usina Cocal de Narandiba é uma das parceiras da iniciativa

Há um ano este diário noticiou que a região oeste do Estado de São Paulo se tornaria pioneira em todo o país na distribuição de biometano. A iniciativa faz parte do projeto “Cidades Sustentáveis” e segue com o cronograma em andamento para colocar os municípios de Narandiba, Presidente Prudente e Pirapozinho em destaque nacional no que diz respeito ao abastecimento do gás gerado a partir do processamento de resíduos da cana-de-açúcar. Para tanto, duas empresas são parceiras da iniciativa: a GasBrasiliano, responsável pela distribuição de gás natural na região noroeste paulista, e a Usina Cocal, presente na região oeste do Estado.

Conforme a Usina Cocal, a implantação da nova planta industrial segue de acordo com o planejado, uma vez que já foi finalizado o projeto de engenharia básica e agora tem início o processo de terraplanagem e contratação da obra civil. “A previsão de partida da planta é abril de 2021. Os três municípios serão os primeiros abastecidos com biometano no país, e o insumo irá atender indústrias, comércios, residências e veículos leves e pesados GNV [movidos a gás natural] dos municípios”. A unidade terá capacidade de ofertar até 24 mil metros cúbicos de biometano por dia e a distribuição será feita pela GasBrasiliano.

Vale lembrar, sobre a importância da iniciativa, que, além da sociedade, essa produção será benéfica para o meio ambiente, pois oferece uma nova fonte de energia limpa e renovável para consumo, contribui para o desenvolvimento regional e garante uma melhor destinação nobre para os resíduos industriais, conforme a Usina Cocal. “Para tanto, o investimento estimado é de R$ 160 milhões, sendo R$ 130 milhões da Cocal para a produção do combustível e R$ 30 milhões da distribuidora para construir 65 quilômetros de duto”.

 

PROJETO EM

EXPANSÃO

De acordo com a GasBrasiliano, o projeto continua em plano de expansão para o período 2020-2024, sendo que sua viabilização ainda depende da obtenção de autorização do órgão regulador, a Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do estado de São Paulo). “As atividades relacionadas à estruturação do projeto para sua futura execução continuam sendo realizadas normalmente”.

A Arsesp, por sua vez, em nota, esclarece que o projeto está sendo avaliado no âmbito da 4ª Revisão Tarifária Ordinária da GasBrasiliano, a qual seguirá o cronograma publicado na Deliberação Arsesp nº 959, tendo sua finalização ainda em 2020.

SAIBA MAIS

Conforme a ANP (Agência Nacional do Petróleo), o biometano é um biocombustível gasoso obtido a partir do processamento do biogás. Por sua vez, o biogás é originário da digestão anaeróbica de material orgânico - decomposição por ação das bactérias, composto principalmente de metano e dióxido de carbono. É produzido a partir de produtos e resíduos orgânicos agrossilvopastoris, resíduos agrícolas, estercos de animais, esgoto doméstico e resíduos sólidos urbanos.

CAPACIDADE DE PRODUÇÃO
Em termos anualizados, a planta produzirá na fase 1:

- volume de 33,5 milhões de Nm3 (metros cúbicos) de Biogás;

- sendo no período de safra em torno de 114 mil Nm3/dia;

- com essa produção, a exportação de energia será de até 33,3 mil MWh (Megawatt-hora) ao ano, cuja queima do biogás, após tratamento, é direta nos motogeradores;

- a outra parte será purificada e transformada em Biometano, com produção anualizada de 8,9 milhões Nm3, aproximadamente 24 mil Nm3/dia.

Fonte: Usina Cocal

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