Projeto que envolve sentenciados na produção de móveis com madeira apreendida completa 5 anos

Ação encabeçada pela Polícia Militar Ambiental já contemplou mais de 10 prefeituras do oeste paulista, além de escolas e outras entidades

REGIÃO - MELLINA DOMINATO

Data 07/01/2026
Horário 10:13
Foto: Polícia Militar Ambiental
Em Presidente Venceslau, bancos foram construídos na praça Nicolino Rondó
Em Presidente Venceslau, bancos foram construídos na praça Nicolino Rondó

Através do projeto Fábrica de Esperança, a Polícia Militar Ambiental do oeste paulista realiza, há mais de cinco anos, doações de madeiras apreendidas para entidades e prefeituras da região de Presidente Prudente. Uma das principais vertentes da ação, segundo a corporação, é o repasse desse material para unidades prisionais, nas quais os detentos atuam na confecção de mobiliários. Somente nos últimos dois anos, mais de 10 municípios foram atendidos, além de entidades, associações, escolas e ONGs (Organizações não governamentais), totalizando mais de 30 locais contemplados.

Uma das integrantes do projeto é a Penitenciária de Caiuá, que conta com participação dos sentenciados na montagem de móveis de madeira, possibilitando aprendizagem aos envolvidos e gerando produção sustentável com bens apreendidos. Em uma das ações, 10 detentos do pavilhão habitacional de regime semiaberto fabricaram várias casinhas para animais, as quais foram entregues ao CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), a atual UVZ (Unidade de Vigilância de Zoonoses) de Prudente, e para protetores e defensores de animais, bem como casinhas para playground, doadas para as cidades de Prudente, Presidente Venceslau e Caiuá.

“Diante do sucesso e aceitação da sociedade, que gerou destaques em diversas mídias regionais, a Polícia Ambiental e a Secretaria Municipal de Educação de Prudente firmaram também parceria com o intuito de agilizar o processo de confecção dos abrigos para animais abandonados e expandir o projeto com a produção de mesas, cadeiras, bancos, playground infantil, entre outros itens”, explica a corporação.

“A respectiva ação é parte integrante do cumprimento do princípio da administração pública de eficiência, possibilitando gestão inteligente e integrada dos meios. As parcerias sempre se mostram como mecanismo de otimização dos meios com resultados práticos de alcance efetivo para a sociedade”, complementa o policiamento ambiental.

Além das ações no oeste paulista, nesta segunda-feira, o comandante da Polícia Ambiental da região, capitão Júlio César Cacciari de Moura, realizou a entrega de casinhas para animais para a Cosap (Coordenadoria de Saúde e Proteção ao Animal Doméstico), em São Paulo. “Madeira apreendida, material do crime, vai para dentro de unidade prisional, trabalha através de presos, qualifica mão de obra, transforma com educação e, agora, serve a sociedade, aqui servindo os animais”, declarou, em vídeo sobre a ação. 

Foto: Polícia Militar Ambiental
Casinhas para animais foram entregues para a Cosap, na capital paulista, nesta semana

 

Fiscalização 

Segundo o policiamento ambiental, as ações de fiscalização em madeireiras ocorrem em toda área de atuação da 3ª Companhia, sediada em Prudente e, quando há alguma irregularidade no depósito, venda ou armazenamento, os materiais são apreendidos e doados.

“A madeira ilegal sai das mãos dos infratores e são doadas com intuito de ajudar através da construção e reforma de pontes em estradas rurais, confecção de casinhas para cães, melhorias de estruturas em locais que acolhem cães e gatos [canil e gatil], construção e melhorias estruturais em igrejas e templos, fabricação de móveis doados a várias entidades, mesas e bancos doados às escolas municipais de Educação Infantil, entre outras”, finaliza.

Fotos: Polícia Militar Ambiental
Mesas, cadeiras, bancos, entre outros móveis, são produzidos por sentenciados com madeira doada

 

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