Região encerra maio com saldo negativo de 321 vagas, expõe Caged

Comércio é o segmento que se destaca nos números não favoráveis e setor de serviços é o que apresenta melhor desempenho na 10ª RA

REGIÃO - GABRIEL BUOSI

Data 21/06/2018
Horário 05:12
Arquivo - Cavalcante: “Setor de serviços é a melhor escolha pelo baixo investimento”
Arquivo - Cavalcante: “Setor de serviços é a melhor escolha pelo baixo investimento”

Pela primeira vez no ano, a 10ª RA (Região Administrativa) do Estado de São Paulo, que tem Presidente Prudente como sede, fechou o mês com o saldo negativo quando o assunto são as vagas de emprego. Isso porque, conforme o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) referente ao mês de maio, divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho, foi, nos oito setores, um saldo negativo de 321 vagas de trabalho. Comércio é o que se destaca neste aspecto, já que lidera com o saldo negativo de 217 vagas, e na contramão está o setor de serviços, que apresentou saldo positivo de 124 postos.

O Caged avalia os 53 municípios da região e quando o assunto são os saldos negativos, depois do comércio, estão a agropecuária, com saldo negativo de 154 vagas e a indústria de transformação, que registrou o saldo não favorável de 108 postos de trabalho. Na administração pública, o setor fechou com menos oito vagas. Já quando o assunto são os saldos positivos, quem se destaca é o setor de serviços, com as 124 vagas, seguido da construção civil, com 31 vagas, e extração mineral, que finalizou o mês de maio com 11 vagas. Serviços industriais de utilidade pública teve saldo zerado, já que fechou três postos de trabalho e, ao mesmo tempo, abriu o mesmo número.

Sobre o desempenho do comércio, o responsável pelo Sincomércio (Sindicato do Comércio Varejista de Presidente Prudente e Região), Vitalino Crellis, lembra que o saldo pode ser resultado das contratações temporárias que tiveram início em novembro do ano passado, para as festas de fim de ano, e registram agora as demissões daqueles que não permaneceram nos cargos. “Há naturalmente uma reciclagem, mas o cenário está difícil mesmo, pois, a exemplo disso, posso te dizer que estou com cerca de 600 currículos em mãos para a distribuição, sendo que não há contratações na cidade”, expõe.

Com isso, Vitalino lembra que a atual característica do comércio é a de se manter com aquilo que já possui e não investir em estrutura, quadro de funcionários ou demais melhorias. “Além disso, há a falta de verba, as pessoas estão economizando, pois as vendas não foram tão expressivas nos últimos meses. Hoje a coisa está bem complicada, até vagas de estacionamento encontramos no centro”. A expectativa, no entanto, é de melhoras para os próximos meses, já que entra o segundo semestre e período de fim de ano.

Já sobre o desempenho positivo do setor de serviços, o gerente regional do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), José Carlos Cavalcante, afirma que este é um ramo que responde mais rápido que os demais setores, sendo que a “ligeira” reação da economia no primeiro trimestre deste ano fez com que o setor fosse fomentado com a procura. “Posso dizer que em Prudente, por exemplo, esta é a área mais representativa, chega a superar o comércio. Além disso, serviços é um setor que demanda menores investimentos e acreditamos que isso tende a melhorar”, considera.

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