Região pode ter temperatura próxima a 4ºC nesta quarta

Frio intenso também pode provocar a formação de geada, contudo, a tendência é de que a partir de sexta-feira, a temperatura volte a subir no oeste paulista

REGIÃO - WEVERSON NASCIMENTO

Data 29/06/2021
Horário 07:45
Foto: Divulgação
Frente fria está chamando muito a atenção dos meteorologistas, pois trata-se de um sistema forte e que vai avançar pelo interior do Brasil
Frente fria está chamando muito a atenção dos meteorologistas, pois trata-se de um sistema forte e que vai avançar pelo interior do Brasil

Uma intensa massa de ar frio avança pela região Sul do Brasil e influencia as temperaturas da região Sudeste ao longo desta semana. Na região de Presidente Prudente, conforme a Estação Meteorológica “Professor Vagner Camarini Alves”, da Unoeste (Universidade do Oeste Paulista), as previsões indicam temperatura mínima próxima a 4ºC e com risco de geada fraca na madrugada desta quarta-feira. 
O clima com baixas temperaturas, no entanto, não deve perdurar muito tempo na região. Tudo indica, segundo o professor e responsável pela Estação Meteorológica da Unoeste, Alexandrius de Moraes Barbosa, que a partir de sexta-feira a temperatura volte a subir. Já com relação à incidência de intempéries, ele adianta que podem ocorrer garoas, mas nada de chuvas volumosas. 
Conforme o professor, o fenômeno que alterou as temperaturas nas regiões do Brasil, e, consequentemente, no oeste paulista, acontece em uma área que faz divisão entre uma massa de ar quente e outra fria. “Essa massa polar vai empurrando a massa quente até tomar o seu lugar”, explica.
O Climatempo, por sua vez, destaca que esta frente fria está chamando muito a atenção dos meteorologistas, pois trata-se de um sistema forte e que vai avançar pelo interior do Brasil – o que se chama de frente fria continental – causando muito frio na virada de junho para julho. “O centro da massa de frio que vem com esta frente fria é forte e vai passar exatamente sobre o Brasil, antes de ir para o mar”, acrescenta. 
O frio intenso provocado pela passagem desta forte e grande massa de ar frio de origem polar vai permitir a formação de geada em amplas áreas do Estado de São Paulo, acrescenta o prognóstico do Climatempo. O fenômeno é caracterizado pelo congelamento do orvalho sobre qualquer superfície. O gelo pode se formar sobre telhados, troncos de árvores, superfícies metálicas e sobre a superfície das folhas. 

Prognóstico para a estação

Conforme o responsável pela Estação Meteorológica da Unoeste, o inverno no oeste paulista é caracterizado por um período seco e pelas baixas temperaturas. A temperatura média, portanto, fica próxima aos 22°C. Até o momento, a menor incidência registrada foi de 7,7 °C, no dia 24 de maio deste ano. 
Já com relação à incidência de intempéries, são meses com menor índice pluviométrico. “Haverá algumas ocorrências de chuvas, conforme entradas de frentes frias na região. No entanto, a previsão indica que o volume será pouco abaixo da média histórica [100 a 120 mm]”, detalha o professor. “Isso porque normalmente chove algo próximo a 150 milímetros durante o inverno”, acrescenta. 

Alerta da estação

A estação, segundo Alexandrius, também é caracterizada pela menor umidade relativa do ar (média de 57%), em que será comum a ocorrência de dias com umidade abaixo de 30%.
O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), inclusive, emitiu um alerta que diz que, com a redução das chuvas nesta época do ano, tem-se a diminuição da umidade relativa do ar, que, consequentemente, favorece o aumento da incidência de queimadas e incêndios florestais, bem como aumento de doenças respiratórias.
Outro alerta emitido pelo Inmet é quanto à persistência das chuvas abaixo da média sobre os Estados que compõem a bacia do Rio Paraná (Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná), que tem contribuído para a diminuição dos níveis dos principais reservatórios da região. Conforme o instituto, os meses de outubro a março, que correspondem aos meses mais chuvosos da região, estão apresentando volumes de intempéries abaixo da climatologia desde o ano de 2018. “Neste ano, a situação de escassez de chuvas na bacia do Rio Paraná foi mais extrema em relação aos anos de 2018 e 2019, principalmente nos dois últimos meses [abril e maio]”.

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