SAP investiga agressão contra agente penitenciário de Irapuru

No domingo, funcionário da unidade prisional, que estava como responsável pela guarda do pavilhão, foi agredido por um dos detentos; preso foi transferido à P1 de Presidente Venceslau

REGIÃO - THIAGO MORELLO

Data 19/04/2017
Horário 10:02
 

A SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) abriu investigação para apurar a agressão cometida contra a um agente de segurança penitenciária, na unidade prisional de Irapuru. No domingo, um funcionário do local foi agredido por um dos detentos. Segundo informações da secretaria, a vítima, que estava como responsável pela guarda do pavilhão, foi dar um recado ao preso em questão, momento em que levou um soco no peito.

Ainda de acordo com o órgão, a mulher do interno passou pela revista padrão, na penitenciária, para poder realizar a visita. No procedimento, ela foi flagrada com maconha escondida. Com isso, no instante em que o agente se dirigiu até a cela para avisar o detento de que a visitante não poderia adentrar no presídio, sofreu o golpe entre as grades. Além disso, "alguns outros detentos, estimulados pela agressão, começaram a desacatar o agente", relata a pasta.

Ao sair do local, o servidor se dirigiu à direção da unidade, conforme a SAP, "onde foi aberto um procedimento apuratório disciplinar para averiguação dos fatos e comunicada à polícia local". Devido ao desacato por meio de agressão, o preso foi transferido para a Penitenciária Zwinglio Ferreira 1 de Presidente Venceslau. Os demais "sentenciados do pavilhão onde se deu a ocorrência permanecerão recolhidos em suas respectivas celas, pelo prazo de 15 dias, para averiguação", completa o órgão.

À reportagem, a Secretaria da Administração Penitenciária informou que, a todos os internos envolvidos, solicitará, ao Juízo de Direito das Execuções Criminais, a internação dos presos no RDD (Regime Disciplinar Diferenciado), "com proposta de permanência por um período de 360 dias". "Nesse regime, o preso terá apenas duas horas de banho de sol por dia, não terá direito a assistir televisão e perderá a visita íntima, a qual poderá ocorrer em parlatório, pelo período de duas horas por semana".

 

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