Servidores confirmam linha de investigação

Funcionários de Sandovalina comparecerem na CPJ de Prudente, hoje, o que justificou a suspensão do expediente da casa de leis

Todos os servidores da Câmara Municipal de Sandovalina foram notificados a comparecer durante a tarde de hoje, na CPJ (Central de Polícia Judiciária), em Presidente Prudente, para as oitivas da Operação Tríade, deflagrada pela Polícia Civil, MPE (Ministério Público Estadual) e TCE (Tribunal de Contas do Estado) com o objetivo de apurar desvios de ordem contábil e financeira na casa de leis. Por esta razão, o vice-presidente do Legislativo, Claudionor Ferreira (PSB), publicou um decreto suspendendo o expediente administrativo e atendimento ao público hoje, das 13h às 17h. O parlamentar cumpre as funções da presidente da casa, Jaqueline Aguera Sanfelix (PSDB), que foi presa na sexta-feira acusada de envolvimento no esquema de corrupção. De acordo com a corporação, todos os ouvidos confirmaram a linha de investigação e irregularidades investigadas.

A segunda fase da operação já resultou na custódia de seis pessoas, sendo que duas foram liberadas até o momento. Na quarta-feira passada, foram detidos o ex-presidente da Câmara e marido de Jaqueline, Alan Ferreira dos Santos; a tesoureira Paula Roberta Cortez Simões; o contador Valdir Luiz Laurentino; e o ex-servidor Carlos Eduardo de Barros. Valdir e Carlos foram soltos após colaborarem com informações sobre o caso. Já Paula foi remanejada para Pirapozinho, ao passo que Alan seguiu para Presidente Venceslau. Na sexta, houve a prisão de Jaqueline, que foi encaminhada para a Cadeia Pública de Dracena; e do assessor do Legislativo, Osvaldo Amorim da Silva, conduzido para Venceslau.

No fim da tarde de hoje, ao O Imparcial, o delegado Claudinei Alves afirmou que, ao todo, sete pessoas foram ouvidas na ação, que objetivou ratificar se de fato ocorria o desvio dos valores investigado pela corporação e que envolve a casa de leis, sendo que todos os servidores confirmaram a linha de investigação. “Queríamos confirmar as informações colhidas até o momento e comprovar os documentos que obtivemos. Todos os ouvidos apresentaram a mesma versão, sendo, assim, comprovada a existência de irregularidades e o que já constava na investigação”, salienta.

 

 

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