Simpósio de leishmaniose defende ações integradas

PRUDENTE - Da Redação

Data 30/11/2017
Horário 11:41

Pela primeira vez na região de Presidente Prudente ocorreu um amplo debate com abordagem clínica e epidemiológica sobre a leishmaniose visceral, desde que a doença foi detectada em 2005 em Dracena. Trata-se do 1º Simpósio de Leishmaniose Visceral do Oeste Paulista: Uma Abordagem Clínica e Epidemiológica. Entre as principais conclusões e direcionamentos ficou, ao fim do dia, a proposta de integração das ações entre órgãos públicos e instituições públicas e privadas, além da necessidade de mobilização da sociedade e o apelo ao envolvimento dos meios de comunicação.

O evento foi promovido pelo Instituto Adolpho Lutz e pela Unoeste (Universidade do Oeste Paulista), com o apoio interinstitucional da FCT/Unesp (Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista) na terça-feira. O simpósio reuniu profissionais de diferentes áreas do conhecimento e outras instituições além das envolvidas na realização: Hospital Emilio Ribas, Sucen (Superintendência de Controle de Endemias), Vigilância Epidemiológica de Prudente e Presidente Venceslau, e Secretaria de Estado da Saúde, por meio do DRS-11 (Departamento Regional de Saúde). Foram, ao todo, 140 participantes vindos de diferentes municípios do oeste paulista, e das mais variadas áreas da saúde, segundo o coordenador do mestrado em Ciências da Saúde da Unoeste, Luiz Euribel Prestes Carneiro.

 

Leishmaniose

A leishmaniose visceral é uma doença complexa, multifatorial e interdisciplinar, estando entre as doenças negligenciadas mais prevalentes no mundo, embora inseridas em programas estaduais e federais voltados para o diagnóstico precoce, tratamento de indivíduos e animais doentes, combate ao vetor (mosquito-palha) e a busca por um meio ambiente em equilíbrio.

O simpósio abordou todas essas questões e, ao fim, houve unanimidade quanto às ações integradas envolvendo todos os setores, incluindo a mobilização social e da mídia, no sentido de “reduzir a dispersão dos vetores e diagnosticar precocemente pessoas e cães doentes”.

Com Assessoria de Imprensa da Unoeste

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