Sindicato Rural de Prudente organiza atos pró-Bolsonaro em Brasília

Movimento pedirá fim das medidas de isolamento social adotadas por governadores e prefeitos, bem como mudanças na conjuntura do STF; manifestação acontecerá no dia 15 deste mês

PRUDENTE - WEVERSON NASCIMENTO

Data 06/05/2021
Horário 06:25
Foto: Arquivo/Roberto Kawasaki
“É nosso dever, como instituição, prestar apoio ao presidente”, diz Biancardi
“É nosso dever, como instituição, prestar apoio ao presidente”, diz Biancardi

No dia 15 deste mês, estão programados atos de apoio ao presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), em Brasília. O movimento nacional, liderado por sindicatos e produtores rurais, pedirá pelo fim das medidas de isolamento social adotadas por governadores e prefeitos, bem como mudanças na conjuntura do STF (Supremo Tribunal Federal). O Sindicato Rural de Presidente Prudente aderiu ao manifesto e colocou à disposição dos interessados o transporte de ônibus até o Distrito Federal, que deverá sair no dia 14 e fará um roteiro bate e volta. Os produtores rurais devem manifestar intenção de participar até esta sexta-feira.
O presidente do sindicato de Prudente, Carlos Roberto Biancardi, explica que as pautas que serão defendidas na manifestação fazem parte da agenda dos produtores rurais, o qual inclui, neste contexto, os sindicatos. “É nosso dever, como instituição, prestar apoio ao presidente e pedir pelo fim das ações que vêm causando prejuízos para a economia e, que, consequentemente, atinge várias pessoas”, detalha. “No entanto, a pauta de maior importância é prestar apoio ao presidente da República, Jair Bolsonaro”, reforça. 

Não haverá custos para a viagem, que só ocorrerá, mediante o número de participantes confirmados

Decreto da quarentena

De acordo com Biancardi, o manifesto pretende chamar atenção para os três pontos destacados, de forma que alcance toda sociedade. Desta forma, além de serem pró-Bolsonaro, os apoiadores também pedirão pelo fim das medidas de isolamento social adotadas por governadores e prefeitos. No Estado de São Paulo, desde o dia 24 de março de 2020, está em vigor o decreto da quarentena (nº 64.881, de 22/3/2020), que trata das demandas da administração pública e do setor privado sobre medidas de combate à Covid-19. A determinação consistente em restrição de atividades de maneira a evitar a possível contaminação ou propagação do novo coronavírus. O documento define quais são os serviços essenciais à população, quais não são essenciais e como eles devem funcionar. 
O terceiro ponto que será abordado pelo protesto será sobre mudanças na conjuntura do STF, pauta que também foi abordada no protesto nacional no Dia do Trabalhador. Atualmente, o presidente se vê “pressionado” pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid-19, criada pelo Senado e instalada pelo STF. A comissão deverá apurar se houve falhas e omissões do governo federal no combate à pandemia.
O ato pró-Bolsonaro ganhou apoio da bancada ruralista. Nas redes sociais, a presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, deputada Aline Sleutjes (PSL), poutou que os atos irão reafirmar o apoio do setor rural ao governo do presidente. “Respeito à liberdade do povo brasileiro, fim das políticas de lockdown, eleições com voto auditável. Estas são as pautas que o Movimento Brasil Verde e Amarelo, o Agro e o Povo pela Democracia defenderá durante a manifestação do dia 15 de maio, em Brasília e nas principais capitais e cidades do país”, declarou.
O deputado Sérgio Souza (MDB), atual presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, que tem o objetivo de estimular a ampliação de políticas públicas para o desenvolvimento do agronegócio nacional, foi questionado pela reportagem, através de sua assessoria, sobre o eventual apoio ou não ao manifesto, contudo, não houve posicionamento até o fechamento desta edição. 

Retomada gradual

A reportagem solicitou um posicionamento para a Secretaria de Desenvolvimento Regional do Estado de São Paulo, que informou, por meio de nota, que o governo paulista respeita a livre manifestação, mas lamenta que se promova esse tipo de ação, contra a saúde pública, em meio à grave crise sanitária provocada pela pandemia do novo coronavírus. “O Plano São Paulo é monitorado diariamente e moldado conforme as evidências técnicas, científicas, administrativas e sociais de cada etapa da crise sanitária”, destaca a pasta sobre o plano que prevê as medidas de isolamento social no Estado. 
A decisão de colocar o Estado na Fase de Transição do Plano foi adotada, segundo a secretaria, após recomendação do Centro de Contingência com foco em análises e pareceres médicos para permitir, de forma consciente e gradual, a retomada das atividades econômicas dos setores. Esta fase só foi possível com a reversão de tendências de aumento de casos, internações e óbitos constatados após a Fase Emergencial.
A pasta reforça ainda, a importância da colaboração da população para evitar a disseminação do coronavírus. “Somente com o integral cumprimento das normas em vigor, será possível conter as taxas de contaminação da Covid-19. O Estado segue analisando a situação da pandemia para adoção de medidas adicionais, se necessário, para frear a disseminação da doença”.
A reportagem também solicitou um posicionamento ao STF (Supremo Tribunal Federal), contudo, não obteve resposta até o fechamento desta matéria. Recentemente, a Suprema Corte informou que não comentaria manifestações que pedem por mudanças em sua conjuntura.

SERVIÇO
Para participar dos protestos em Brasília, basta entrar em contato com o Sindicato Rural de Presidente Prudente pelo telefone (18) 2104-2679 e confirmar o interesse. Os produtores rurais devem manifestar intenção de participar até esta sexta-feira. O convite também se estende a sindicatos e produtores rurais da região. Não haverá custos para a viagem, que só ocorrerá, mediante o número de participantes confirmados. 

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