Transforma Energia entra em rota tecnológica de projeto de biogás implementado pela ONU

Na região do oeste paulista, rotas tecnológicas utilizadas para o manejo de RSU são estudadas em parceria com o Cirsop

REGIÃO - DA REDAÇÃO

Data 03/04/2022
Horário 06:28
Foto: Cedida
Visita faz parte da identificação das rotas tecnológicas na região
Visita faz parte da identificação das rotas tecnológicas na região

Investimentos constantes em estudos, tecnologia de ponta, qualificação profissional e educação ambiental colocaram a Transforma Energia - empresa especializada na destinação correta e tratamento de resíduos sólidos - na rota tecnológica do projeto GEF Biogás Brasil, liderado pelo MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações) e implementado pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido), agência especializada da ONU.

Na região do oeste paulista, rotas tecnológicas utilizadas para o manejo de RSU (Resíduos Sólidos Urbanos) são estudadas em parceria com o Cirsop (Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos do Oeste Paulista).

Na semana passada, o complexo industrial de recebimento de resíduos da Transforma Energia, sediado em Caiabu, foi visitado por membros do MCTI, Unido e Cirsop. "Eles vieram conhecer as instalações da Transforma Energia visando entender como funciona nossa operação e quais os resíduos que a gente beneficia atualmente", explica a engenheira ambiental da Transforma Energia, Nelissa Garcia Balarim.

"A visita faz parte da identificação das rotas tecnológicas na região devido à transformação de resíduos em insumos energéticos realizados pela empresa", complementa a especialista.

Primeira empresa brasileira a desenvolver um projeto que atende em 100% o novo marco regulatório de tratamento e destinação final de resíduos, a Transforma Energia conta com duas plantas totalmente licenciadas e em plena operação comercial: a de RGV (Resíduos de Grandes Volumes), com capacidade de 20 toneladas por hora, e de RCC (Resíduos de Construção Civil), com capacidade de 75 toneladas por hora.

Por meio delas, processou dezenas de toneladas de materiais nos últimos meses e, assim, gerando combustível para indústrias por meio de energia sustentável, além de areia e brita para o setor de construção civil.

"O interesse de órgãos de peso em conhecer a Transforma e o seu jeito de trabalhar mostra que estamos no caminho certo. E esse caminho é cada vez mais investir em novas tecnologias para que possamos reaproveitar ao máximo os resíduos, transformando-os em novos produtos e protegendo o meio ambiente", destaca o diretor-presidente da Transforma Energia, Felipe Barroso.

 

Mapeamento da região

A parceria com os municípios da região resultou em um estudo preliminar de avaliação técnica, econômica e financeira de diferentes rotas tecnológicas, em diferentes cenários, para o tratamento de RSU do consórcio.

Duas ferramentas organizaram dados referentes aos resíduos que foram fornecidos pelo Cirsop, com base em informações repassadas pelos municípios, e criaram uma metodologia objetiva de comparação de rotas tecnológicas de tratamento de resíduos com foco na avaliação do potencial de valorização de resíduos, dando destaque à potencialidade do reaproveitamento dos resíduos via biogás.

O novo marco do saneamento prevê a possibilidade de que novos contratos de concessão possam cobrar tarifa direta do usuário dos serviços, além de buscar linhas de financiamento no Brasil e no exterior para estruturar projetos de RSU.

“O Projeto GEF vai apresentar dados e recomendações aos municípios que compõem o consórcio para que eles tenham informações robustas para auxiliar na tomada de decisão, levando em consideração a realidade local", comenta o especialista em Políticas Nacionais do Projeto GEF Biogás Brasil e consultor da Unido, Tiago Quintela Giuliani.

O projeto é financiado pelo GEF (Fundo Global para o Meio Ambiente) e executado pelo CIBiogás (Centro Internacional de Energias Renováveis).

 

 

 

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