Uso consciente da máscara é ferramenta de defesa comunitária

EDITORIAL - Da Redação

Data 24/06/2020
Horário 04:05

Sair de casa fazendo o uso da máscara de proteção facial se tornou o “novo normal” em nosso dia a dia. O acessório, que é um dos métodos necessários para prevenir a transmissão do novo coronavírus, a Covid-19, se tornou item obrigatório não só em supermercados, farmácias e unidades de saúde – considerados serviços essenciais –, como também em todos os locais públicos, uma vez que o vírus em questão não escolhe lugar para estar.

No entanto, o que se vê, em determinadas situações, é que a máscara não tem sido utilizada como um equipamento de segurança, mas como resultado de uma imposição. Não é raro encontrar alguém que só a veste quando vai entrar no supermercado ou que, ao sair dele, imediatamente a remove do rosto, como se já tivesse cumprido a sua obrigação. A necessidade da máscara não deve ser entendida desta forma e, sim, como um meio de proteção à saúde enquanto o cidadão estiver distante de um lugar seguro, que permanece sendo a sua casa.

Por mais angustiante que seja o uso deste equipamento, o uso correto deve ser seguido à risca. Portanto, é importante que, ao frequentar locais onde há grande movimentação de pessoas, o tecido ou material de que é feito o acessório cubra toda a região do nariz e boca. A máscara não funciona como barreira contra o som, sendo assim, não há necessidade nenhuma de retirá-la ao conversar com alguém. Da mesma forma que é contraindicado puxar a máscara para baixo do nariz só para “ter um tempo para respirar melhor”.

É fundamental também que cada indivíduo adote todos os cuidados de higiene em relação ao uso deste acessório. Desta forma, ao chegar em casa, ainda que tenha a usado por pouco tempo, é necessário fazer a devida lavagem com sabão, a fim de tornar seguro o futuro uso. Cabe ressaltar ainda que máscaras são de uso individual e, portanto, não podem ser compartilhadas.

Se todos nós fizermos a utilização de forma consciente e apropriada, certamente os riscos de transmissão comunitária do coronavírus serão menores. A máscara se tornou o nosso escudo no enfrentamento à pandemia. Nesse sentido, não devemos usá-la só porque um decreto ou lei determina, mas como meio de valorizar a nossa saúde, bem como a do próximo.

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