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Valorização e empatia

EDITORIAL - DA REDAÇÃO

Data 04/08/2020
Horário 04:03

Desde março, o mundo virou de “ponta cabeça”. Esse diário se dedica a destacar as principais informações da região em relação à Covid-19. Tantos médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, recepcionistas e seguranças de hospital, motoristas, serviços gerais. São tantos os personagens importantes no enfrentamento à pandemia no setor de saúde. Professores e educadores se virando “nos 30” para levar conhecimento aos alunos, e os estudantes e pais em casa, fazendo o possível para que todo esse trabalho não seja em vão. 
Eles estão presentes todos os dias pelas principais ruas da cidade, mas, nem sempre têm seu trabalho reconhecido e valorizado. Porém, um dia sem a presença deles, tudo vira um caos.
Merecidamente, garis e margaridas são de extrema importância para a rotina e vida de todos. Um trabalho extremamente essencial que não pode passar despercebido.
Em tempo de pandemia, quando muitos colegas precisaram se afastar de seus pontos de trabalho pelo fato de serem do grupo de risco, outros estão diariamente varrendo as calçadas e ruas para proporcionar higiene e saúde para toda a população. Uma profissão que precisa e deve ser valorizada ao extremo. 
Este diário contou a história de Maria de Fátima Oliveira Almeida, que se dedica há quase 15 anos para manter o local limpo e aconchegante, como ela mesmo diz. E costuma acrescentar que o calçadão é sua segunda casa e que é “muito feliz no trabalho, com toda certeza”. Inclusive, ao acompanhá-la pelo comércio central, foi possível ver que Maria é carinhosamente chamada pelos transeuntes de tia e já têm vários conhecidos.
O exemplo de Maria de Fátima é mais um entre tantos exemplos de pessoas que amam suas profissões, a fazem com carinho e zelo e que precisam da valorização da população. Muitos são os segmentos que têm se destacado nestes tempos tão difíceis e intermináveis e o da varrição de rua é um deles. Um trabalho árduo, debaixo de sol ou chuva e essencial para a rotina de qualquer cidadão. Que o pós-pandemia seja de reflexão e mudança de hábito para todos nós. E, principalmente, de reconhecimento e empatia pelo próximo. 

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