A Prefeitura de Presidente Prudente, por meio da VEM (Vigilância Epidemiológica Municipal), segue com as ações de prevenção e controle da leishmaniose nos bairros Jardim Balneário e Parque Residencial Servantes. As equipes realizaram, nesta sexta, borrifação de inseticida nos imóveis para combater o mosquito-palha, transmissor da doença. A medida ocorre após o primeiro caso humano de leishmaniose registrado em Prudente em 2026. O paciente, um homem de 24 anos, recebeu atendimento e já teve alta hospitalar.
Para que o trabalho tenha a eficácia esperada, é importante que os moradores estejam em casa no dia e horário previamente agendados pela equipe da VEM.
A borrifação é feita nas paredes internas e externas dos imóveis. Em média, 16 residências recebem o serviço por dia. Ao todo, a ação contemplará cerca de 300 imóveis localizados na área próxima ao primeiro caso humano da doença.
Além da aplicação do inseticida, as equipes estão realizando orientações aos moradores sobre a doença, as formas de prevenção e os cuidados necessários para eliminar materiais que podem favorecer a proliferação do mosquito-palha. A UVZ também está fazendo a coleta de sangue de cães para diagnóstico da leishmaniose visceral canina.
De acordo com dados do órgão, em 2025 foram confirmados 387 casos de leishmaniose visceral canina e três casos em humanos. Neste ano, já foram registrados 117 casos em cães e um caso em humano.
A Vigilância Epidemiológica reforça que a leishmaniose não é transmitida diretamente dos cães para as pessoas. A infecção ocorre exclusivamente pela picada da fêmea do mosquito-palha infectada. Por isso, manter quintais e terrenos limpos é uma medida importante para impedir a proliferação do vetor.
A recomendação é evitar o acúmulo de folhas secas, restos de poda, galhos, fezes de animais, lixo orgânico, entulhos e materiais armazenados em locais úmidos e sombreados, que favorecem a reprodução do mosquito.
Outra medida importante é o uso de coleiras repelentes específicas para leishmaniose nos cães, disponíveis em pet shops, as quais ajudam a reduzir o contato dos animais com o vetor.
Os responsáveis devem ficar atentos aos sinais da doença nos cães, como emagrecimento, feridas de difícil cicatrização, queda de pelos, crescimento excessivo das unhas, perda de apetite, sangramentos nasais e alterações oculares. Como alguns animais podem não apresentar sintomas, a realização de exames periódicos é importante para o diagnóstico precoce.
Nos humanos, a doença se manifesta a partir de febre de longa duração, aumento do fígado e baço, perda de peso, fraqueza, redução da força muscular e anemia. Conforme o Ministério da Saúde, apesar de grave, a leishmaniose visceral tem tratamento para os humanos. Ele é gratuito e está disponível na rede de serviços do SUS (Sistema Único de Saúde). Os medicamentos utilizados atualmente para tratá-la não eliminam por completo o parasito nas pessoas e nos cães. No entanto, no Brasil o homem não tem importância como reservatório, ao contrário do cão, que é o principal reservatório do parasito em área urbana.

Foto: Gríssia Bueno/Secom - Em média, 16 residências recebem serviço por dia