Verão

Sandro Villar

O Espadachim, um cronista que não explora a humanidade. Por enquanto

CRÔNICA - Sandro Villar

Data 03/11/2020
Horário 05:30

Pois é, o verão começa no dia 21 de dezembro e vai até março do ano que vem. É o que diz o calendário. E mais uma vez sem o Horário de Verão, essa encrenca que alterava o cotidiano dos brasileiros. Se eu fosse ditador mandava prender e fuzilar o tecnocrata que inventou o Horário de Verão.
Tenho a maior bronca desse horário até porque a economia de energia elétrica é ridícula e nunca passa dos 5%. Então, não se justifica sacrificar a rotina da população porque, repito, a economia de energia não vale a pena.
A dona de casa, que acorda às cinco da matina, irá à padaria ainda de noite com a missão de comprar pão e leite para os filhos que estudam de manhã e também para o maridão que sai para o trabalho. Ela corre o risco de ser roubada até porque a iluminação pública não é nenhuma maravilha, principalmente na periferia.
Especialistas em segurança pública já provaram por A mais B - e até pelo alfabeto inteiro - que ruas bem iluminadas inibem a ação dos ladrões. Eles vão pensar duas vezes antes de atacar alguém. Portanto, senhoras e senhores, o Horário de Verão também aumenta a criminalidade.
Em outras palavras: esse horário deletério contribui para aumentar a insegurança pública. Ainda bem que o Horário de Verão foi cancelado. Tomara que para sempre.
Moradores de cidades litorâneas, como Santos e Rio de Janeiro, certamente adoram o Horário de Verão. Afinal, podem ficar na praia até mais tarde ainda com a luz do sol. Se eu morasse em uma cidade praiana, talvez apoiasse a medida.
E quem se complicou com o Horário de Verão foi o Afrânio. Ele marcou encontro com a namorada, uma top model de fechar o comércio e a indústria. Acertaram de se encontrar por volta das seis da tarde.
Afrânio foi, mas não encontrou a namorada. É que ele, que era meio desligado, se esqueceu de adiantar o relógio em uma hora, como fez a moça. Seu Rolex falsificado, que comprou no Paraguai, marcava 18h, mas no horário padrão. Ou no horário de Deus, como definiu uma mulher entrevistada pela televisão.
 
DROPS

O leão não é leonino, como certos contratos.

Se o tigre de Bengala é perigoso, imaginem sem Bengala.

O gato não é gatuno.

Os mordomos não têm mordomia.
 

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