Vigias são realocados entre secretarias de PP

PRUDENTE - THIAGO MORELLO

Data 17/04/2018
Horário 09:07

Uma vez que a Prudenco (Companhia Prudentina de Desenvolvimento) tem deixado de prestar o serviço de vigilância à municipalidade, o poder público teve que lidar com a ausência de funcionários. Mesmo alegando que não há vigias disponíveis para repor os que estão sendo retirados das secretarias municipais, de acordo com a Secad (Secretaria Municipal de Administração), até o momento, sete funcionários de outras pastas foram realocados para as demais, principalmente à Seduc (Secretaria Municipal de Educação), tida como a secretaria mais prejudicada, até então.

À frente da Secad, Alberico Bezerra de Lima explica que os empréstimos partiram da Sosp (Secretaria Municipal de Obras), com cinco trabalhadores, e da Sas (Secretaria Municipal de Assistência Social), com mais dois. “No momento, a Prefeitura não dispõe de vigias efetivos para disponibilizar de prontidão às secretarias que perderam funcionários, por isso, faz-se necessário essa reorganização”, completa. Dos “empréstimos” feitos, quatro servidores foram encaminhados à Seduc, dois à Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) e um para a Secad.

Entretanto, o secretario de Administração não deixa de lembrar que cada pasta municipal tem autonomia para realizar licitações, em prol da contratação de uma empresa terceirizada que presta serviço de vigilância, caso necessário. “Como qualquer outra pessoa jurídica, a Prefeitura também pode realizar essa ação, desde que tudo esteja transparente”, finaliza.

Em análise ao cenário, Alberico argumenta que a terceirização explicada é o que deve acontecer daqui para frente, caso haja interesse pelas pastas, em vista do cenário. Por fim, ele diz à reportagem que não são todas as secretarias que possuem, ou possuíam, vínculos empregatícios com a Prudenco.

 

Histórico

Há algum tempo, a Prudenco tem realizado demissões de trabalhadores que atuavam como vigias para as secretarias municipais, como noticiado por este diário. Na ocasião, a companhia alegou que “a empresa passa por sérias dificuldades financeiras, tendo sido realizados diversos ajustes, tais como: cortes de gastos, dispensas de empregados comissionados, lançamento de programa de demissão consentida, dentre outros”.

Ademais, deixou claro que o fim da prestação de serviço com a Prefeitura, no que tange o serviço de vigilância, foi necessário, “haja vista que a mesma deve operar de acordo com as atividades descritas em seu objeto social”. Os trabalhadores que atuavam na função foram devolvidos à Prudenco, que alega tê-los absorvidos o “máximo possível”. Quando não, pensando na existência de vagas de trabalhos e condições financeiras, eles foram dispensados.

 

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