Esses dias estava debruçado em livros para estudar produção de conteúdo e quando a gente escreve textos para redes sociais são três os focos: dor, desejo e necessidade.
No fundo, somos regidos por estas três palavras. Ou temos algo que sempre dói e precisamos resolver; ou queremos algo e, portanto, desejamos; ou precisamos de alguma coisa ou situação por necessidade.
Daí, parei mais no item desejo. E cheguei a uma aula do professor Clovis de Barros e sobre a definição de desejo e amor por parte de Platão.
Como eu adoro Filosofia. Ao mesmo tempo em que nos confunde, nos obriga a pensar e este exercício, por si só, deveria ser muito mais obrigatório na vida das pessoas do que tirar carta ou votar.
Por um projeto de lei que obrigue as pessoas a pensar antes de qualquer atitude, no mundo físico ou digital!
Enfim, voltemos ao desejo. Tudo que ouvi do professor Clóvis me explica bem a sutil arte de amar, desejar, ficar e sair. Veja o porquê:
Para Platão, amar é desejar.
Ou seja, se você deseja algo ou alguém, logo é porque você ama.
Bem, aí aprende que a intensidade do amor é a intensidade do desejo e, óbvio também, a duração do amor é a duração do desejo.
Tá, mas fica melhor, segundo o professor Clovis no ensino de Platão:
E desejo é o que?
O desejo é a falta. Só podemos desejar aquilo que nos faz falta.
É por aquilo que queremos e não temos que justamente começamos a amar.
Então, ou você ama e deseja o que não tem, o que gera a frustração. Ou tem e por definição não deseja e também não ama mais, caminho mais direto para o tédio.
Entende a razão de algumas situações em sua vida começarem a ruir e você não entender?
Pronto. Agora eu que lute para aceitar isso e para produzir conteúdo sob esta lógica. Porque ela é muito verdadeira.