Artistas buscam nas redes interação e fé para seguir

Profissionais prudentinas que vivem da música se viram como podem em meio à pandemia do novo coronavírus

VARIEDADES - OSLAINE SILVA - Da Redação

Data 09/04/2020
Horário 06:22
Cedida -Sem cantar desde o dia 17, Bia Marks encontrou na fé, forças para passar por este momento Foto: Cedida -Sem cantar desde o dia 17, Bia Marks encontrou na fé, forças para passar por este momento

Ouvir músicas faz bem ao corpo, mente, alma e coração em qualquer que seja a situação. Música tem o poder de animar um ambiente, uma pessoa ou muitas e acalmar de bebezinhos a idosos. Quem canta sente tudo isso e mais um pouco pelo fato de conseguir por esta ação tocar tantos lugares, tempo e momentos distintos. Agora imagine como estão os profissionais que vivem desta arte no caos que o mundo se encontra com a pandemia da Covid-19... Tem sido comum ver cantores de renome organizando lives nas redes sociais, assim como amadores, padres celebrando missas, grupos rezando o terço, cultos...

A prudentina Ravena Walessa de Souza Senra, vocalista da Banda Ravena, que canta todos os gêneros/estilos musicais em toda a região, embarcou nessa ideia. “Querendo ou não, o pessoal fica ali com a gente uma hora, uma hora e meia. No Facebook, as visualizações são bem mais expressivas. No Instagram, é menor. Prefiro fazer sempre à noite. No sábado, principalmente. Fiz no domingo, no horário do almoço, porque nosso desejo é que as pessoas interajam com a gente e peçam as músicas, dancem, cantem em suas casas com a família e esqueçam por esse tempo tantas coisas ruins”, destaca.

Essa situação afetou todo mundo e, para a classe artística e envolvidos em geral em eventos (cerimonialistas, buffets, seguranças, etc), nem se fala. “Acredito que foram os primeiros a pararem e serão os últimos a retornarem porque envolve aglomeração. A banda mesmo estava com vários eventos agendados e foi tudo cancelado. Boates e bares fechados. E não tem previsão de voltar”, expõe a vocalista, que se preocupa com a saúde da filha, Letícia, e sua avó, com 80 anos.

“O QUE ME DEIXA AGONIADA, O QUE ME ASSUSTA É VER NOSSOS AMIGOS QUE DEPENDEM 100% DA MÚSICA PARA VIVER, PARADOS”

Ravena Senra

Ravena agradece a Deus porque ainda tem seu salão de beleza que não parou por completo e segue, com os cuidados necessários, atendendo às clientes que a procuram. E seu esposo, Val Batera, que além de músico trabalha em uma loja de instrumentos musicais, neste momento em apenas meio período dia sim, dia não. Ou seja, embora menor, o casal ainda tem uma renda. “O que me deixa agoniada, o que me assusta é ver nossos amigos que dependem 100% da música para viver, parados”, lamenta Ravena.

AGORA EXISTE UMA

IGREJA EM CADA LAR

Evidenciando exatamente a preocupação de Ravena, a também cantora prudentina, Bia Marks, está parada desde o dia 17 de março. E ela revela que aprimeira semana sem tocar foi muito difícil ao ponto de chorar muito. “Estava entrando em depressão por não saber o que fazer, como pagar as contas. Tenho uma reserva, mas só para dois meses. Depois disso...”, conta Bia.

O que tem ajudado Bia a administrar tudo isso, assim como centenas, milhares de pessoas mundo afora, é a proximidade com Deus. Com o lado espiritual. A fé, independente de religião.

“Eu sentia que iria pirar. O desespero não estava me fazendo bem. Já estava começando um quadro de síndrome do pânico [que tive há algum tempo atrás]. Mas, graças a Deus e às lives do padre Tiago Carvalho [São Judas Tadeu], tenho conseguido me manter calma e seguindo confiante de que tudo vai passar! Com ele, sinto um amparo espiritual muito importante. Nesse momento, a igreja tem sido meu sustento. Eu acredito que a igreja não acabou e sim se multiplicou, porque agora existe uma igreja em cada lar. Se o plano do inimigo era destruí-la, deu errado!”, exclama esperançosa a cantora Bia Marks.

Foto: Cedida

Ravena, Letícia e o esposo Val Batera: #músicaemcasa

 

 

 

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