Antonio Marcos Rocha/Cedida - Depois de vistoriado, imóvel recebe selo assinado pela VEM e pelo Creci-SP

Foto: Antonio Marcos Rocha/Cedida - Depois de vistoriado, imóvel recebe selo assinado pela VEM e pelo Creci-SP

CRIADOUROS DE AEDES

Creci e VEM inspecionam imóveis

  • 27/02/2020 05:19
  • THIAGO MORELLO - Da Redação

Uma parceria entre o Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis), por meio da Delegacia Regional de Presidente Prudente, e a VEM (Vigilância Epidemiológica Municipal), viabilizou mais uma ação em combate e prevenção à dengue. Juntos, os órgãos inspecionaram imóveis vazios na cidade, a fim de identificar com selos de ralo e vistoria, aqueles que estão em condições legais e que não servem como potenciais criadouros do mosquito Aedes aegypti. Até o momento, já foram analisados cerca de 300 imóveis.

O número foi informado pelo delegado regional do Creci-SP, Alberico Peretti Pasqualini, que também esclarece o fato de ser um trabalho contínuo. “A ideia é tentar ajudar a sociedade. É uma ação que foi desenvolvida em consenso com a sede da capital paulista, mas a exemplo do que já era feito em Prudente pela nossa delegacia. É algo que já tínhamos com a VEM, mas que foi intensificado nos últimos dias. Já é uma prática regional”, frisa.

Mas desta vez com mais força, como Alberico mesmo ressalta. Então, para tanto, foi firmada parceria com as imobiliárias, a fim de vistoriar as casas em posse. “A gente abre, juntamente da vigilância, e olha todos os possíveis criadouros. Se for o caso, fazemos a limpeza necessária”, completa o representante do Creci. E complementa: “Felizmente, não houve nenhum diagnóstico ruim até agora”.

CHUVA CONSTANTE

E CALOR INTENSO

Para a supervisora da VEM, Elaine Bertacco, a parceria, que sempre existiu, faz ainda mais sentido na atual conjuntura. Isso porque “a preocupação agora são as chuvas constantes e o calor intenso: combinação ideal para que os casos aumentem”. “Pelo nosso histórico epidemiológico, sabemos que em março e abril esses números aumentam. Estamos nos aproximando, então, o que temos que fazer? Eliminar os criadouros”, frisa.

Por isso, Elaine lembra o comum, mas necessário, que é o fato de cada um ter que ser responsável pelo seu espaço, ser responsável por aquilo que está dentro dele e eliminar os recipientes que possam servir de criadouros. “E por falar em recipientes, estamos encontrando muita lona, aquelas lonas que as pessoas colocam para proteger espaços da chuva. Nos cantos se formam poças e que viram criadouros de larvas”, lamenta.

Vale lembrar que a doença já fez 300 vítimas na cidade, sendo uma delas ainda tratada como morte suspeita. Ademais, há ainda outros 871 possíveis casos sendo investigados e 717 já descartados, o que totaliza 1.888 notificações, conforme a última atualização da VEM.