De grupos de risco, 28 cooperados estão afastados da Cooperlix

Entre mudanças no período, coletores tentam manter o menor contato possível com os cidadãos; não houve alteração no itinerário dos caminhões de coleta

PRUDENTE - MARCO VINICIUS ROPELLI

Data 28/03/2020
Horário 07:34
Arquivo - Cooperados seguem os trabalhos com cuidados de higienização redobrados Foto: Arquivo - Cooperados seguem os trabalhos com cuidados de higienização redobrados

Mantendo seu compromisso com o social, a Cooperlix (Cooperativa de Trabalhadores de Produtos Recicláveis) tem tomado medidas de forma a proteger os cooperados e a população do Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, que se tornou há poucas semanas uma pandemia. Houve, desde segunda-feira, redução no efetivo da cooperativa, com afastamento temporário de 28 cooperados idosos ou enquadrados nos grupos de risco, ao todo são 90. Além disso, os coletores tentam manter o menor contato possível com os cidadãos.

O presidente da Cooperlix, Diego Victor Lopes dos Santos, 27 anos, afirma que, por enquanto, não houve alteração no itinerário dos caminhões de coleta, tendo em vista que estas mudanças dependem da Prefeitura, a qual ainda não se pronunciou a esse respeito. De qualquer forma, o pedido dos cooperados é que os moradores higienizem os recicláveis antes de enviá-los à coleta e, cientes da data da coleta dos materiais, os deixem em frente de casa, de modo a evitar contato e, assim, não colocar a saúde do coletor, ou do próprio cidadão em risco.

A medida de diminuir os efetivos, afastando os mais vulneráveis ao Covid-19, Diego afirma que não causará grande impacto nem à produtividade da cooperativa, nem aos que, por força maior, estão parados. “Cada cooperado trabalha um pouquinho mais para suprir a ausência dos outros. De qualquer maneira, das duas esteiras que possuímos, só uma está funcionando”, conta o presidente. “Além disso, é decisão da cooperativa que, após um ano de trabalho, os cooperados têm direito a 15 dias de descanso remunerado. Nós adiantamos esses dias dos 28 que foram afastados, então, eles não são prejudicados em nada”, completa.

IMPACTOS

ECONÔMICOS

A orientação do presidente, em consonância às dos órgãos de saúde, é que os cooperados que continuam no trabalho mantenham o distanciamento necessário, aumentem a frequência da higienização das mãos, mantenham a etiqueta respiratória (aquela de tossir e espirrar no antebraço), todas aquelas lições que são diariamente enfatizadas pelos meios de comunicação.

Diego afirma que as mudanças internas certamente não resultarão em impactos econômicos significativos. Em contrapartida, ele considera inevitável que o impacto venha da situação que aflige as indústrias e comércios. “As indústrias não conseguem vender os reciclados neste período, consequentemente, nosso trabalho se desvaloriza”, pontua o presidente.

Vale lembrar que a cooperativa continua a trilhar sua reconstrução, após sua sede ter sido destruída por um incêndio em julho de 2018. Como noticiado no fim de 2019, a arrecadação média mensal dos cooperados, na ocasião, chegava a R$ 30 mil, metade do que era antes do incidente. A proporção de arrecadação de materiais recicláveis também caiu 50%, atingindo por volta das 220 toneladas. Atualmente, Diego afirma que os números ainda são muito parecidos.

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