Em tempos de coronavírus, dengue não deve ser deixada de lado

EDITORIAL -

Data 03/04/2020
Horário 04:01

Há mais de um mês, quando foi confirmado o primeiro caso do novo coronavírus no Brasil, o assunto por aqui não é outro, seja na televisão, nos jornais, nas redes sociais ou bate-papo com o amigo - por telefone, claro - a não ser a Covid-19. O início da quarentena, os principais sintomas, o pedido de fique em casa, escolas sem aulas, comércio, academias e shoppings fechados, empresas adotando o home office e tantas outras medidas para evitar o contágio desse vírus que ainda pouco se sabe, mas muito estrago já tem feito pelo mundo.

Às 15h de ontem, o número de infectados pela doença chegou a 1 milhão, atingindo moradores de mais de 200 países. Deste total, mais de 51 mil pessoas morreram. Na região, conforme temos acompanhado, Dracena é a única cidade até agora com um registro positivo da Covid-19. No entanto, há 286 casos suspeitos, sendo 174 somente em Presidente Prudente, aguardando por resultados de exames.

A situação é complicada. Não sabemos o que ainda vem por aí. Mas temos outro grande problema, esse já bem pertinho de nós, para também se preocupar. Apesar de a dengue ter perdido espaço na mídia para o coronavírus nas últimas semanas, o Aedes aegypti não tirou férias e continua fazendo vítimas.

Conforme divulgado na edição de hoje, a VEM (Vigilância Epidemiológica Municipal) confirmou ontem a segunda morte por dengue em Prudente: uma mulher de 89 anos, residente da Vila Formosa, que faleceu em 29 de março. Enquanto nos três primeiros meses de 2019 havia 466 pessoas infectadas, de janeiro a março deste ano, o número foi de 1.295, um aumento de 178%. O total até agora, incluindo os três primeiros dias de abril, é de 1.461 pessoas contaminadas.  Assim como a Covid-19, a dengue também preocupa, também mata e também exige medidas de prevenção.

Por que não aproveitar o período de isolamento social para cuidar da sua residência, tirar qualquer lixo ou recipiente que acumule água, limpar os criadouros? A entrada dos agentes de saúde nos quintais - que agora estão fazendo o uso de máscaras e higienizando as mãos com álcool em gel a cada casa que vistoriam – não deve ser impedida ou dificultada. Todo o tempo a segurança do munícipe esta sendo prezada.

Estamos focados no coronavírus e esquecemos a dengue. Mas o Aedes não está em quarentena...

 

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