Escorpiões ainda são um risco à saúde da população regional

  • 12/10/2019 04:01

Não é de hoje que os escorpiões são um problema à saúde pública. Os registros de picadas deste animal peçonhento são corriqueiros na rotina da Vigilância Sanitária. Em Presidente Prudente e região, a presença dele é uma realidade em meio à população e, muitas vezes, a falta de cuidado com os terrenos baldios e áreas públicas ainda é fator preponderante para o aparecimento em residências.

Crianças e idosos são as vítimas mais susceptíveis a consequências graves das picadas do escorpião. Alguns casos podem ser fatais. Neste ano, na jurisdição de 45 municípios, foram 1.217 ocorrências de picadas, de janeiro a 12 de agosto. Em caso de ataque, a vítima deve procurar imediatamente ajuda médica e, se possível, levar em um recipiente seguro o animal pelo qual foi picado para auxiliar o médico quanto aos procedimentos a serem adotados.

Aranhas, cobras e escorpiões são alguns dos animais que trazem risco à sociedade. Na maioria das reclamações deste tipo que O Imparcial acolhe em sua rotina de pauta, as casas dos reclamantes estão próximas a terrenos baldios, desocupadas, ao lado de locais que acumulam lixo e entulhos. O cenário de abandono, somado normalmente ao mato alto, não se limita ao surgimento dos peçonhentos, mas também ao de baratas e outros insetos, além de ratos.

Da mesma forma, há áreas de preservação ambiental e terrenos públicos que recebem irregularmente lixo e entulhos e se tornam focos à proliferação destes animais. Dengue e leishmaniose, por exemplo, são preocupações constantes justamente por atitudes irresponsáveis como estas, uma vez que com a manutenção do tempo quente, as chances de proliferação aumentam do Aedes aegypti, transmissor da dengue, e do mosquito-palha, da leishmaniose.

Promover um trabalho constante de conscientização sobre o risco à saúde pública, bem como endurecer as penalidades, pode fazer com que muitos displicentes revejam sua conduta. A manutenção é mais barata que a multa, mas a certeza de impunidade ainda é determinante para a reincidência.