Jean Ramalho - Segundo Prefeitura, reajuste da tarifa de ônibus basicamente corrigiu inflação oficial do período

Foto: Jean Ramalho - Segundo Prefeitura, reajuste da tarifa de ônibus basicamente corrigiu inflação oficial do período

R$ 4,25

Nova tarifa de ônibus: o que diz a população?

  • 03/01/2020 07:33
  • WEVERSON NASCIMENTO - Da Reportagem Local

Ontem, no segundo dia de vigência da nova tarifa do transporte coletivo de Presidente Prudente, a aceitação da população ainda era algo “intragável”, conforme acompanhado pela reportagem. O novo valor definido na última sexta-feira – R$ 4,25 – foi decidido após a Prefeitura recusar a proposta apresentada pela Prudente Urbano, que era de aumentar os atuais R$ 4,10 para R$ 4,70. “O reajuste concedido ficou em 3,65% - basicamente corrigindo a inflação oficial do período”, informou a administração municipal.

Em alguns pontos de ônibus, era possível ver algumas pessoas ainda confusas com o novo valor da tarifa e com os horários do transporte coletivo, que, no dia de ontem, operou em esquema de feriado devido ao Decreto Municipal 30.497/2019, que declarou ponto facultativo o dia 2 de janeiro. Uma das pessoas que discordou do novo valor foi a diarista Dorilene Ventura da Cruz, 57 anos, a qual contou a reportagem que, diante da nova tarifa, irá buscar outros meios para ir trabalhar.  O aposentado e morador do Bairro Terras de Imoplan, Dionizio Souza Oliveira, 72 anos, diz que o novo valor é considerável, pois representa um acréscimo de R$ 0,15. Ele ressalta que no dia a dia daqueles que trabalham e utilizam com mais frequência o transporte, “ira pesar no bolso”.

Andando mais um pouco no quadrilátero central de Prudente, a reportagem encontrou a dona de casa Armelinda Gomes dos Santos, 57 anos, a qual diz que o valor é válido, mas que a empresa Prudente Urbano deve respeitar algumas “obrigações” que, na visão dela, não favorecem a população. Uma delas é quanto ao número de ônibus ou viagens para os bairros mais afastados de Prudente, como o que reside, Residencial São Paulo. “Deveria ter mais veículos circulando para esses bairros, porque a demora que enfrentamos para conseguir fazer o trajeto destoa do valor que pagamos na passagem hoje”, opina.

Outro passageiro que se tornará cada vez mais esporádico no transporte público é o frentista Rafael Henrique Barcelos. Atualmente, ele utiliza o transporte apenas uma vez no dia, pois compartilha o carro com a esposa. “Há de se pensar o que fazer agora com o novo valor da tarifa”.

TRANSPORTE: EQUILÍBRIO

ECONÔMICO-FINANCEIRO

Conforme noticiou este diário, o decreto com os novos valores vigentes considerou a competência do município em organizar a prestação do serviço público de interesse local, o que inclui o transporte público, e a necessidade de atualização dos valores para assegurar o equilíbrio econômico-financeiro do sistema, como previsto em lei. Em nota, a porta-voz e advogada da Prudente Urbano, Renata Moço, destaca que o reajuste tarifário está previsto em lei e prevê o equilíbrio econômico-financeiro do contrato, de modo a equalizar a manutenção anual do serviço prestado. No entanto, explica que melhorias no transporte, como ar-condicionado, reduções nos valores das tarifas e maior oferta de linhas dependem de novas possibilidades.

“O subsídio no valor da tarifa pelo poder concedente - Prefeitura, o que é praticado na maioria das cidades que o serviço de transporte é, em parte, subsidiado pelo município, desonerando o bolso dos usuários. O acompanhamento operacional diário, realizado pela concessionária e poder concedente, permite a avaliação de novas medidas que buscam as melhorias no serviço de forma equilibrada para atender a demanda e não onerar o custo do transporte público para o usuário”, informou a porta-voz.