ABr - Entre doenças transmitidas pelo Aedes está a febre chikungunya

Foto: ABr - Entre doenças transmitidas pelo Aedes está a febre chikungunya

ZONA SUL

Prudente tem 1º caso de chikungunya no ano

Vigilância Epidemiológica inicia hoje nebulização em um condomínio fechado, local onde reside uma mulher de 45 anos, vítima da doença

  • 22/02/2020 05:39
  • ROBERTO KAWASAKI - Da Redação

A VEM (Vigilância Epidemiológica Municipal) inicia hoje o trabalho de nebulização em um condomínio fechado, localizado na área 1, zona sul de Presidente Prudente. O serviço ocorre após uma moradora local ter contraído a febre chikungunya - primeiro caso confirmado na cidade neste ano.

O registro autóctone, ou seja, contraído no município, foi confirmado após exames do Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo (SP). De acordo com a VEM, a paciente apresentou sintomas no fim do mês passado e a confirmação da doença foi registrada no final da tarde de quinta-feira. Conforme a supervisora do órgão, Elaine Bertacco, a paciente “está bem e fora de risco”.

A supervisora explica que a diferença entre os sintomas da chikungunya e da dengue são as dores intensas nas articulações, que podem variar de forma leve à intensa. Geralmente, surgem de forma simétrica pelo corpo. “É uma doença mais grave e que pode deixar sequela para o resto da vida”, salienta.

O mosquito Aedes aegypti, além de transmitir a dengue, também transmite o zika vírus, a chikungunya e a febre amarela urbana. Conforme a supervisora da VEM, atualmente, a cidade vive “uma infestação de mosquitos”. “É preocupante, porque temos uma população que faz o dever de casa, que é cuidar do seu espaço. Mas nós também temos outra parte que não está nem aí”, lamenta.

A Vigilância Epidemiológica confirma também outros 52 casos de dengue em Prudente. Agora, a cidade contabiliza 300 casos positivos. Até o momento, foram 1.888 notificações, sendo que 717 foram descartadas e outras 871 aguardam resultados.

SAIBA MAIS

O primeiro caso de chikungunya em Presidente Prudente foi registrado em 2016. Já em 2017, foram outras quatro confirmações da doença.