Resultados da COP25

OPINIÃO - Marco Antonio Del Grande Alegre

Data 14/05/2020
Horário 04:12

Entre os dias 2 e 13 de dezembro de 2019, ocorreu em Madrid a 25ª Conferência das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima. Nela participaram líderes mundiais e representantes de mais de 200 países, com o objetivo de discutirem as mudanças climáticas no planeta, apontarem soluções e proporem ações mais ambiciosas para o Acordo de Paris, cujas metas aprovadas em dezembro de 2015 já se mostraram insuficientes para limitar o aumento da temperatura global em 1,5°C acima do período pré-industrial.

Os três tópicos principais apresentados foram o mercado de carbono, a compensação por perdas e danos sofridos por países afetados pelas alterações climáticas e a revisão dos objetivos nacionais de redução de emissão de gases de efeito estufa.

Em relação ao mercado de carbono, encontraram dificuldades para se chegar a um consenso entre todos os países participantes. Entretanto, vários cálculos estão sendo desenhados para concretizar a comercialização dos créditos de carbono, mas alguns países não querem aceitar propostas como a defendida pelo Brasil, nas quais um país seria categorizado, ao mesmo tempo, como uma nação vendedora e compradora desses créditos.

Alguns acordos já foram definidos, como o realizado pelos países da UE, para limitar suas emissões de gases de efeito estufa

Contudo, alguns acordos já foram definidos, como o realizado pelos países da UE, para limitar suas emissões de gases de efeito estufa. Outro ponto levantado nas discussões da conferência foi sobre a ajuda de países ricos na redução da emissão de GEEs, e na proteção de ecossistemas de países pobres e em desenvolvimento, sobretudo as florestas, as maiores captoras de carbono da atmosfera.

 Apesar de apoiada pelos economistas, a proposta de se obter ajuda financeira dos países desenvolvidos para auxiliar os mais pobres a se adaptarem às metas globais de desenvolvimento sustentável, incluindo a redução das emissões de carbono, é necessário que a negociação do financiamento seja transparente e não prejudique a integridade ambiental. Quanto à revisão do objetivo de redução das emissões, apesar de ainda não ter um consenso certo dos representantes das nações, o setor privado tem se mostrado engajado para se alcançar esse objetivo.

 

 

 

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