Quando recebeu o diagnóstico de câncer no intestino, há quase duas décadas, Atila Beck viu sua vida mudar radicalmente. A cirurgia, a retirada do intestino grosso e a adaptação à bolsa de colostomia poderiam ter sido o fim de muitos planos. Para ele, foi o início de outro caminho.
“Minha primeira situação foi de superação. É isso que ajuda a gente a viver, a dar condicionamento pra vida”, relatou, com voz firme, durante seu depoimento no Hospital de Esperança.
Usuário de bolsa de colostomia há 19 anos, Atila transformou a experiência em aprendizado, ressignificando limites e reconstruindo sua rotina com autonomia e dignidade.
ACEITAÇÃO QUE DEVOLVE A VIDA
Ao contrário do que muitos imaginam, viver com uma ostomia não significa abrir mão da vida social, profissional ou dos sonhos. “Quando eu não falo pras pessoas que sou ostomizado, elas não sabem”, contou. A fala simples carrega uma mensagem poderosa: a ostomia não define quem a pessoa é.
Atila se aposentou por invalidez ainda jovem, mas recusou a ideia de encerrar ali sua trajetória profissional. Voltou ao mercado de trabalho e, hoje, atua justamente em uma empresa fabricante de bolsas de colostomia. “Qualidade de vida é o que eu sempre procurei. E é o que eu tenho”, afirmou.
DIGNIDADE NAS PEQUENAS COISAS
Em seu depoimento, Atila trouxe à tona uma realidade pouco discutida fora do universo dos pacientes ostomizados. A falta de estruturas adequadas em espaços públicos obriga muitas pessoas a situações constrangedoras.
“Eu já me vi com a bolsa cheia, sem controle. Às vezes você está viajando, caminhando, e não tem o que fazer. Já precisei me ajoelhar em banheiro público para lidar com isso”, revelou.
Segundo ele, a existência de banheiros específicos para ostomizados representa mais do que acessibilidade: significa dignidade. “É a melhor forma de levar a vida”, resumiu.
QUEBRAR O ESTIGMA COMEÇA PELA INFORMAÇÃO
Atila defendeu que iniciativas voltadas aos ostomizados ajudam a combater o preconceito e a desinformação. “Muita gente fala de forma pejorativa, sem entender o que é usar uma bolsa. Não é um detalhe, é uma consequência de um tratamento que salvou vidas”, explicou.
Para ele, a conscientização é essencial, porque a condição pode atingir qualquer pessoa. “O que aconteceu comigo pode acontecer com você. Alimentação, estilo de vida… tudo isso conta”, alertou.
EMPATIA COMO CAMINHO
Ao final do depoimento, Atila reforçou que o maior apoio que uma pessoa ostomizada pode receber da sociedade é a empatia. “A humanização não tem preço. Apoiar, entender e respeitar muda tudo”, disse.
Seu relato, recebido com atenção e emoção pelo público, foi mais do que um testemunho pessoal. Foi um chamado coletivo para olhar o paciente ostomizado sem preconceito, com respeito e humanidade.
“Essa oportunidade de estar aqui hoje foi fascinante”, concluiu Atila Beck — deixando claro que sua história não é sobre limitação, mas sobre recomeço, dignidade e vida em plenitude.
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