A importância dos estudos genéticos na doença de Alzheimer

OPINIÃO - Sergio Munhoz Pereira

Data 11/10/2023
Horário 05:00

Alzheimer é uma doença neurodegenerativa, sem cura, progressiva, que tem acometido especialmente, pessoas acima dos 65 anos, não raro vermos pessoas na faixa dos 55 a 60 anos com a doença já se iniciando.
Por ser uma situação tão grave, ela caracteriza-se pela perda gradual das habilidades cognitivas de raciocínio e memorização e, consequentemente, dos processos de tomada de decisão e de localização, comprometendo a qualidade de vida significativamente.
Pessoas acometidas por essa doença podem apresentar alterações no humor e confusões mentais. Portanto, podem ter dificuldades para desenvolver atividades simples do cotidiano, o que irá modificar a vida da família onde o idoso mora, pois ele perderá sua independência e autonomia.
Entre os fatores de risco, estão a idade avançada, os maus hábitos alimentares, o sedentarismo e os fatores genéticos.
Os métodos de diagnósticos, ainda, consistem especialmente da história clínica, exame físico e alguns exames de imagens, especialmente a ressonância magnética. Infelizmente, nem sempre é possível rastrear numa população possíveis doentes com meios mais eficazes. Vem se destacando na identificação mais precoce da doença, meios ou testes genéticos. 
Uma recente pesquisa indica que 1,04% da população brasileira analisada apresenta combinação genética a certos genótipos ao risco de desenvolver a doença de Alzheimer.
Além de outros fatores genéticos que podem influenciar no desenvolvimento da doença de Alzheimer, uma associação genética em particular aumenta aproximadamente de 11 a 21 vezes o risco de desenvolver a condição: a combinação de genótipos CC para dois marcadores específicos, rs429358 e rs7412, presentes no gene APOE. 
Os resultados de estudos genéticos como esse têm implicações profundas para a compreensão da doença e seu potencial impacto nas estratégias de prevenção e tratamento.
Essa descoberta genética lança luz sobre a possível contribuição dos fatores genéticos para o risco da doença, abrindo caminho para pesquisas mais aprofundadas e estratégias de prevenção mais direcionadas. Compreender a base genética dessa condição é crucial para desenvolver abordagens de prevenção e tratamento mais eficazes.
Você cuidador familiar que possui um ente querido idoso com doença de Alzheimer, continue se organizando para que o ambiente domiciliar seja calmo, sem barulho, com ambiente iluminado, orientando a praticar atividade física, mesmo a caminhada, uma boa alimentação e dedicando amor, carinho e muita compreensão.

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