Depois de anos e anos postergando, finalmente tomei coragem e dei play em "Família Soprano" e entendi o porquê muitos a consideram um marco tão relevante para a televisão. A HBO abriu a porta para tramas mais complexas e notou que havia uma audiência para isso. Então quando a CBS, ABC, NBC e FOX negaram “Família Soprano”, David Chase enxergou na HBO uma bela oportunidade para contar sua história.
O que a torna tão atrativa e marcante é a mudança do que costumava ser o contexto habitual, o ladrão perdendo no final e o mocinho alcançando sua felicidade. Aqui não, a máfia e seu círculo são o foco, mas muito além, pois a complexidade de Tony Soprano é a dualidade que cativa em tela acima de qualquer outra coisa.
Desafiando os limites e deixando as pessoas desconfortáveis, dando a elas a oportunidade de pensar sobre aquilo, sem necessariamente dizer a elas como deviam se sentir em relação a determinado acontecimento. Mostrando que havia uma audiência interessada em acompanhar protagonistas moralmente ambíguos, que o “mocinho” nem sempre precisava vencer no final, porque simplesmente não existem mocinhos aqui.
O intuito de algumas séries não é só chocar o público, mas deixar que eles lidem com aquele desconforto, com sensações que nem sempre são agradáveis. Não vou me estender, pois a surpresa é a melhor "propaganda" que posso proporcionar! Disponível na HBO Max.
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