Fisioterapia de precisão: Maria Paula Figueiredo utiliza dinamometria para blindar corredores

Exame detalhado identifica falhas de força que passam despercebidas em treinos comuns, prevenindo lesões graves no asfalto

Esportes - DA REDAÇÃO

Data 28/01/2026
Horário 07:17
Foto: Cedida
Com os dados em mãos, Maria Paula consegue prescrever exercícios de fortalecimento cirúrgicos
Com os dados em mãos, Maria Paula consegue prescrever exercícios de fortalecimento cirúrgicos

A performance na corrida de rua vai muito além do condicionamento cardiovascular. Para garantir que a estrutura muscular suporte a carga dos quilômetros, a fisioterapeuta, Maria Paula Figueiredo, vem aplicando um protocolo rigoroso de avaliação de força através do dinamômetro manual.

O exame, conduzido por Maria Paula, consiste na aplicação de resistência controlada contra grupos musculares específicos do corredor. Ao contrário das máquinas de academia, o dinamômetro manual permite que a fisioterapeuta teste a força em diferentes ângulos e posições funcionais, simulando a mecânica real da corrida.

Por que o dinamômetro?

Embora compacto, o equipamento é extremamente sensível e fornece dados precisos sobre a capacidade de torque do atleta. No consultório de Maria Paula Figueiredo, o exame foca em três pilares:

* Estabilidade lateral: Avaliação do glúteo médio, essencial para evitar que o joelho "caia" para dentro (valgo dinâmico).

* Equilíbrio de torque: Verificação se a força entre a perna direita e esquerda possui uma discrepância maior que 10%, o que acende o sinal de alerta para lesões.

* Relação de força: Comparação entre os músculos da frente (quadríceps) e de trás da coxa (isquiotibiais).

Ciência aplicada ao asfalto

Para os corredores acompanhados pela especialista, o exame é um divisor de águas. "Muitas vezes o atleta se sente forte, mas o dinamômetro revela uma inibição muscular específica", explica a fisioterapeuta. Com os dados em mãos, Maria Paula consegue prescrever exercícios de fortalecimento cirúrgicos, corrigindo a falha antes que ela se transforme em uma tendinite ou fratura por estresse.

"O objetivo é transformar dados em performance. Com o dinamômetro manual, conseguimos medir a evolução real do paciente a cada sessão", afirma Maria Paula Figueiredo.

A iniciativa reforça uma tendência na fisioterapia esportiva: a troca do "achismo" pela mensuração. Para o corredor, o resultado é uma passada mais eficiente, segura e, consequentemente, mais veloz.

 


 

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