“Não existe sorte, existe treino!”

Badmintonistas e parabadmintonistas do Sesi-SP treinam forte para primeiras competições do ano: 5 de fevereiro tem 1º Nacional de Badminton, e dia 9, o 1º Brasil Internacional de Parabadminton

Esportes - OSLAINE SILVA

Data 14/01/2020
Horário 05:39
Oslaine Silva - Turma começa com foco e treinamento para obter bons resultados ao longo do ano Foto: Oslaine Silva - Turma começa com foco e treinamento para obter bons resultados ao longo do ano

Com data marcada já para os primeiros compromissos do ano, badmintonistas e parabadmintonistas do Sesi-SP, de Presidente Prudente, já estão na ativa há uma semana focados no dia 5 de fevereiro no 1º Nacional de Badminton, na Bahia (BA), e na primeira competição, no dia 9, no 1º Brasil Internacional de Parabadminton, no CPB (Centro Paralímpico Brasileiro), em São Paulo. Segundo a treinadora da equipe, Mayara Bacarin Bressanin, eles terminam o ano já pensando nestas competições iniciais. Alguns atletas nem pararam e continuaram trabalhando tanto no ginásio quanto dentro d’água, nas piscinas, como Rafael Felipe Fonseca, Caio Henrique da Silva, 17 anos, e o amigo Pedro Thiago Coutinho da Silva Guzo, 16 anos, que veio de São José do Rio Preto para “colar” nos amigos para treinar.

Pedro frisa as competições importantes do ano para explicar o porquê veio treinar em Prudente durante as férias. O jovem, que começou a jogar badminton aos 12 anos, diz que a modalidade é um sonho sendo realizado. “Joguei futebol uns cinco anos, fiz natação, mas o que despertou interesse mesmo foi o badminton”, pontua Pedro.

Mayara afirma que todos estão focados para começar o ano bem e tentar coisas boas. E eles sabem que podem. Ela diz que o pessoal do badminton está pensando em Pan-Americano e Sul-Americano. E no Parabadminton, começa com uma dupla forte com Rogério Xavier de Oliveira Júnior, que está bem no ranking mundial, e a iniciante Eduarda de Oliveira Dias, ambos da categoria SL-4.

“O badminton exige muito condicionamento físico. Por melhor que sejam tecnicamente, se não tiverem preparados fisicamente não dão conta do jogo. Então, trabalhamos muito tanto a parte técnica quanto tática. Nas férias, até pedi que não ficassem tanto em quadra para a cabeça dar uma relaxada, porque o ano é muito puxado. Mas, que não parassem de se movimentar com alternativas como academia, alguns exercícios funcionais, piscina, etc. Estamos nos preparando para começar bem o ano. A força de vontade é grande e eles têm noção que ‘não existe sorte, existe treino’”, destaca a treinadora.

METAS DE

GENTE GRANDE

Pelo terceiro ano consecutivo, Rogério Júnior Xavier de Oliveira foi campeão brasileiro, e ainda fez história no Pan-americano, em Lima, no Peru. “Um evento de porte tão grande emociona, porque pude fazer história representando o Brasil e a modalidade, sendo o primeiro atleta da minha classe na competição. Quero manter o foco, participar de muitas competições internacionais para pontuar e para as Olimpíadas, em Paris, em 2024”, expõe o paratleta Rogério Xavier, que sentiu amor à primeira vista, vontade de competir na modalidade.

Caio salienta as várias conquistas de 2019 como norte para 2020. “Eu trouxe medalhas em dupla, na simples e a mais importante para mim foi do último Nacional, em Curitiba [PR], que joguei pela primeira vez na principal, e acabei ganhando um bronze. Neste ano pretendo participar de um pan-americano e sul-americano”, salienta.

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