Partirmos do pressuposto de que sendo as colocações, ideias, sugestões irão se perpetuar por mais um longo tempo, pois a história já nos preveniu disso (não que sejam inverdades ou imperfeitas, mas...), é o mesmo que dizer hoje que o futebol e a política, quem entra irá ficar até os finais de suas promessas, pois serão dignos de suas condutas.
Em pleno século XXI, com tantas informações, e que nos chegam de forma devastadora, nos posicionamos, às vezes, das incertezas que aglomeram nossa imaginação, e que nos acolhe sem percebermos que as tentações podem se perpetuar por tempos muitíssimos temporários. Isso não quer dizer que são situações volúveis, mas isso acontece. Isso sem contar as condições impostas no início, e que provavelmente poderia acontecer! Seria insalubre sua permanência nesses ambientes? Se o caminho é longo, seja notório que o assunto (futebol e política) aqui, o espaço não caberia o suficiente.
Seria válido dizer que, tanto no futebol como na política, um certo discernimento proveria vir de seus valores? Penso, que o verdadeiro cuidado sempre vem de nossos princípios, o que nos acolhe quando sentimos que os valores que nos acometem podem e devem nos encaminhar como forma de sermos dignos de sentidos e palavras dadas, seja qual for o ambiente ou quesitos que se refere. Mas nem todos estão dispostos a encarar ou se manterem num patamar onde o que prevalece são realmente “seus valores”, apesar que muitos, infelizmente, creio que não têm nem ideia do que são esses valores, podem e devem lhes permitir.
Um ano totalmente atípico novamente, por ser de Copa do Mundo e das eleições, o que muitos já se posicionam, na indução de que suas escolhas ou preferências são dignas como passaporte de garantia de que já deu certo e que jamais irão se opor de opinião. Evidente que são dois grandes momentos, distintos, e que quem garante suas apostas insiste de que suas previsões são edificadas por certezas puramente convictas. Mas se tratando de Brasil, tanto no futebol como na política, nunca se viu tantas mudanças de lado, aliás, lados preferenciais, outros nem tanto, desde que os beneficiem de forma imediata e serena.
No futebol, que podemos considerar ser bem diferente dos demais esportes, devido principalmente a valores pagos a jogadores e técnicos. Mas que ultimamente, ficamos na grande expectativa, de que nossos representantes na Copa do Mundo possam de maneira mais peculiar, saudáveis e patriotas, sentir o peso da camisa na possibilidade de saber representar um país, de que até certo ponto, muitíssimo carente de um novo título.
Na política, ultimamente tão exacerbada de suas intempéries modificações, o que muitos, acabam trocando de partido como se trocassem de roupa. Mas que tentam, mesmo numa timidez esvaziada de valores arraigados (prevalecendo sempre o próprio umbigo), tentam a todo momento, induzir aqueles que tempos atrás, ainda acreditavam na mais verdadeira e teimosia de que um povo ainda pudesse acreditar neles. Se por inércia, ou displicência e nos permitir a esses dois grandes momentos de reflexão no ano, estamos diante de um cenário não muito diferente de que a própria história já contava, e que o povo cedeu: “dê ao povo pão e circo e eles nunca se revoltarão” (ou variantes como “panem et circenses”) tem origem nas Sátiras do poeta romano Juvenal (c. 55–140 d.C.).