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"Sangue do Meu Sangue"

DignaIdade

COLUNA - DignaIdade

Data 15/09/2020
Horário 07:00
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Clássico do cinema americano de 1949, filmado em preto e branco e dirigido por Joseph Mankiewicz (que ganharia o Oscar de Direção naquele ano por “Quem é o Infiel”, e em 1950 por “A Malvada”), baseado em famosa história de Jerome Weidman.  “Sangue do Meu Sangue” (House of Strangers) aborda a história de Gino Monetti (Edward G. Robinson, em soberba atuação), um imigrante italiano bem sucedido que se tornou banqueiro emprestando dinheiro para seus compatriotas. Ele trata os três filhos mais velhos que trabalham ao seu lado sem muita consideração e apresenta nítida predileção pelo caçula Max (Richard Conte) que se tornou advogado. Mesmo cientes das falcatruas nos negócios feitas pelo pai, os três se recusam a ajudá-lo quando a prisão é iminente, com exceção de Max que acaba sendo preso. Sete anos depois, Max fica dividido entre a vingança prometida ao pai em seu leito de morte, contra os três irmãos, ou a liberdade pelo amor de uma mulher (Susan Hayward). O filme seria refeito em 1954 em forma de faroeste e recebeu o título de “A Lança Partida” (Broken Arrow) com Spencer Tracy e Robert Wagner. Susan Hayward transformada em estrela número 1 da Fox estreava no estúdio neste filme, de temática predominantemente masculina.   
 

“Escada Analgésica”

A abordagem terapêutica da dor é um dos mais importantes desafios para o profissional médico. Não basta simplesmente prescrever um bom analgésico, mas sim, identificar o motivo causador da dor, o mecanismo fisiológico que provoca a dor para escolher o melhor perfil medicamentoso, definir a intensidade, localização, tipo de dor, início, irradiação, fatores de melhora e piora, frequência e duração.  Através desta análise detalhada das características da dor, a escolha acertada de medicamentos deve ser individualizada e ajustada periodicamente. A OMS (Organização Mundial da Saúde) definiu em 1986 uma Escada Analgésica da Dor: uma classificação da dor em andares ou degraus, indicando as melhores opções terapêuticas a serem utilizadas. A Escada Analgésica foi introduzida como um método de avaliação da dor oncológica, mas hoje é utilizada para todos os mecanismos de dor. A graduação da intensidade da dor se baseia em avaliação subjetiva pelo próprio paciente (uma analogia de pontuações entre zero e dez, sendo zero para a ausência de dor e dez para a maior dor já sentida), bem como pelos sinais percebidos pelo médico (face dolorosa, comportamento e posição do paciente, medidas de palpação e percussão). Desta forma, o Degrau 1 (de 1 a 4), sugere a utilização de analgésicos simples (como paracetamol e dipirona) associado ou não a AINES (anti-inflamatórios não esteroidais, como cetoprofeno, meloxicam e diclofenaco, dentre outros). No Degrau 2 (de 5 a 7), é sugerida a ampliação para o uso de analgésicos opióides (ação central) fracos como tramadol e codeína, com associação dos medicamentos do Degrau 1. No Degrau 3 (de 8 a 10), indicam-se analgésicos opióides fortes (como oxicodona, fentanila ou morfina), associados ao Degrau 1. Na ausência de resposta ou dor rebelde às terapias, estariam indicadas medidas analgésicas invasivas como bloqueios nos nervos e raízes nervosas por métodos de injeções locais ou procedimentos cirúrgicos. Obviamente, tal escada serve como referência, e os medicamentos escolhidos baseiam-se também nas comorbidades apresentadas e os possíveis efeitos colaterais associados. 

Dica da Semana

Televisão

“Amor e Sorte”:
A nova série da Rede Globo às terças-feiras às 22h traz histórias inéditas sofre relacionamentos humanos durante o confinamento e quarentena da pandemia da Covid-19. A estreia há uma semana com a dupla Fernanda Montenegro e Fernanda Torres repetindo os papéis de mãe e filha foi de uma poesia divertida pura. Cada semana uma história diferente. 
 

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