O presidente do Sincomércio (Sindicato do Comércio Varejista de Presidente Prudente e Região), Vitalino Crellis, disse que é difícil avaliar o desempenho do comércio varejista neste primeiro trimestre de 2026, mas que a situação de Prudente continua semelhante a do ano passado. “No começo do ano, normalmente há muitas dificuldades, porque é um período em que muitas despesas precisam ser pagas em janeiro, o que acaba impactando o comércio e reduzindo as vendas, além do peso dos encargos sociais”.
Sobre 2026 ser um ano rentável para o varejo prudentino, o presidente do Sincomércio disse não acreditar nisso. “Acredito que não, porque não houve aumento significativo no salário e, neste momento, muitas pessoas ainda estão priorizando o pagamento das contas. A tendência é de melhora a partir de maio, com o Dia das Mães, período em que o comércio costuma registrar maior movimento”.
Para o próximo trimestre, Vitalino disse que a expectativa é boa. “A expectativa é positiva para o próximo trimestre, principalmente por contas das promoções e datas comemorativas, como Dia das Mães, Dia dos Namorados. Nesse período, o movimento no comércio costuma melhorar, gerando expectativa de aumento nas vendas”.
Em relação à perspectiva de abertura de novas lojas na área central e também nos bairros, o presidente está cauteloso. “A tendência neste momento não é de aumento na abertura de novos comércios, nem na área central e nem nos bairros. Ainda existe bastante indecisão por parte dos empresários em relação a novos investimentos. Também, por enquanto não há projeções de expansão na oferta de vagas de trabalho”.
A Acipp (Associação Comercial e de Inteligência de Presidente Prudente), através do presidente, Raul Audi Junior, informou que não dispõe de pesquisas locais para mensurar o montante das vendas no comércio de Presidente Prudente. “O objetivo da entidade é apoiar e fomentar o comércio, e os dados são ferramentas. Por isso, a Acipp considera o cenário do varejo paulista”.
Os dados consolidados do Estado de São Paulo apontam que as vendas do varejo subiram em torno de 1,5% em relação a janeiro de 2025. Já em fevereiro, houve queda de cerca de 2%, na comparação com o ano passado. Indicadores preliminares apontam para uma leve recuperação em março.
Com base nisso, “inferimos que o comércio local também não alcançou o mesmo resultado do ano passado, neste primeiro trimestre, caracterizando um período de ‘pouso’. Esse é o desafio do varejo no primeiro trimestre: equilibrar as expectativas de vendas após o período de maior consumo, que é o Natal”, pontua Raul.