Acendei em nós o fogo do amor

Diocese Informa

COLUNA - Diocese Informa

Data 05/06/2022
Horário 05:36

A solenidade de Pentecostes faz reviver o nascimento da Igreja. A presente reflexão refletirá somente dois pontos: a unidade na universalidade e o fogo do amor. A narração do Pentecostes no livro de Atos dos Apóstolos apresenta um novo caminho da obra de Deus que envolve o homem, a história e o cosmos. O ponto de partida é o mistério pascal. Depois da ascensão de Jesus ao céu, emana de Deus Pai e de Jesus Cristo o Espírito Santo, uma nova energia que produz um efeito novo. A família humana está marcada por conflitos, divisões, competições. O novo efeito da obra de Deus é a unidade na comunidade humana, mesmo que ela fale línguas diferentes, seja composta de diversas raças ou organizada em diversos Estados nacionais. A Igreja que surge de Pentecostes se torna no mundo um sinal de unidade. Naquele acontecimento extraordinário encontramos as notas fundamentais e qualificadoras da Igreja. A Igreja é una como a comunidade de Pentecostes que estava unida em oração e “tinha um coração e uma só alma” (Atos 4,32). A Igreja é santa, não por seus méritos, mas porque animada pelo Espírito Santo que a faz manter os olhos fixos em Jesus Cristo. É católica porque o Evangelho se destina a todos os povos e por isso fala diversas línguas. A Igreja é apostólica por estar fundamentada nos Apóstolos que conservam fielmente os ensinamentos. Um critério prático de discernimento para a comunidade cristã, se ela vive no Espírito Santo, é se conserva a unidade. Quando uma pessoa ou um grupo se fecha no seu modo de pensar e de agir é um sinal de afastamento da unidade e de uma vida sem o Espírito de Deus. A unidade criada pelo Espírito Santo não é uma espécie de igualitarismo. Pelo contrário, Pentecostes fala línguas diferentes, mas compreendida por todos. “A cada um é dada a manifestação do Espírito em vista do bem comum” (1 Coríntios 12,7). Outra sugestão concreta que o livro de Atos nos oferece é da universalidade da Igreja. Muros e barreiras devem dar lugar a pontes. O Espírito Santo em Pentecostes se manifesta na forma de fogo. A chama descida sobre os Apóstolos acendeu neles o fogo do amor de Cristo, um novo ardor por Deus e os fez saírem de si mesmos, das fronteiras culturais e étnicas para anunciarem o Evangelho que lhes fora confiado ao mundo. Agora, o seu pequeno mundo ganhou dimensões cósmicas. O fogo que os iluminou e aqueceu, eles o levaram pelo mundo afora, tornando-se colaboradores de Deus para renovar a face da terra. Levaram um fogo muito diferente do fogo oriundo das guerras e das bombas que incendeia para matar e destruir. O fogo de Deus, o fogo do Espírito Santo, é aquele experimentando por Moisés na sarça ardente, que ardia sem consumir a sarça (cf. Êxodo, 3,2). A chama de Deus arde sem destruir, pelo contrário faz aparecer a parte mais verdadeira e melhor do homem. Queima o que é sem valor, supérfluo e faz brilhar e evidenciar o essencial da vida humana e cristã. “Vinde, Espírito Santo! Enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor”. (Autor:Dom Rodolfo Luís Weber, Arcebispo de Passo Fundo (RS). Fonte: https://www.cnbb.org.br).

MINI SERMÃO:
Solenidade de Pentecostes (Jo 20,19-23)

Mil dias de ensinamentos. Quarenta dias na presença do ressuscitado. Mesmo assim, os discípulos estavam trancados com medo. Presos e atrofiados! Não clamaram o Espírito Santo, pois lhes era desconhecido. Porém, o Santo Espírito conhecia os discípulos: "sem mim nada podem. São dependentes, precisam de mim". Jesus, então, sopra. O medo sai. O poder do testemunho entra. Espírito Santo nos faça falar aquilo que ninguém quer ouvir. Vinde e acendei o fogo do Vosso Amor! (Autor: Padre Rafael Moreira Campos).

AGENDA PAROQUIAL: Paróquia Nossa Senhora de Fátima - Presidente Venceslau
- Missas -
Sábado: às 18h - Capela Nossa Senhora Aparecida e às 19h30 - Igreja Matriz;     
Domingo: às 8h - Capela Divino Espírito Santo, às 10h - Igreja Matriz, às 17h - Capela Santa Edwiges e às 19h - Igreja Matriz

MENSAGEM DO PAPA:
Recuemos até aos inícios da Igreja, no dia de Pentecostes, e fixemos os Apóstolos: entre eles, temos pessoas simples, habituadas a viver do trabalho das suas mãos, como os pescadores, e está Mateus, certamente dotado de instrução, pois fora cobrador de impostos. Existem origens e contextos sociais diversos, nomes hebraicos e nomes gregos, temperamentos pacatos e outros ardorosos, ideias e sensibilidades diferentes. Eram todos diferentes. Jesus não os mudara, nem os uniformizara, tornando-os modelos em série. Não. Deixara as suas diversidades; e agora une-os, ungindo-os com o Espírito Santo. A união – a união deles que eram diversos – vem com a unção. No Pentecostes, os Apóstolos compreendem a força unificadora do Espírito. Veem-na com os próprios olhos, ao constatar que todos, apesar de falar línguas diversas, formam um só povo: o povo de Deus, plasmado pelo Espírito, que tece a unidade com as nossas diferenças, que dá harmonia porque, no Espírito, há harmonia. Ele é a harmonia. (Fonte: www.vatican.va/content/francesco/pt/homilies/2020).

Padre Rafael Moreira Campos
Adm. Paroquial Paróquia Nossa Senhora de Fátima – Pres. Venceslau/SP
"Ouse ser o melhor. Ame!"
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Informações: Cúria Diocesana (18) 3918-5000
 

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