Adolescente é baleado em ônibus

PRUDENTE - VICTOR RODRIGUES

Data 22/11/2016
Horário 09:35
 

Um adolescente ficou ferido no braço, ocasionado por um disparo de revólver, depois de um tumulto ocorrido na noite de sábado, na linha urbana de ônibus do Conjunto Habitacional Brasil Novo, administrada pela TCPP (Transporte Coletivo de Presidente Prudente). O fato ocorreu no ponto final da linha, por volta da meia-noite. De acordo com a delegada Seccional Ieda Maria Filgueiras, o disparo foi feito por um segurança, mas não teria o menor como alvo. "Nem havia algum alvo específico. No momento do flagrante, o autor do tiro se guardou no direito de pronunciar somente em juízo, então não temos a versão dele, por enquanto", relata.

O rapaz foi autuado em flagrante, detido no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Caiuá, e a Polícia Civil instaurou um inquérito que tramita pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher). "Como a vítima é menor, o caso segue por lá", explica.

Já a vítima foi socorrida e encaminhada ao HR (Hospital Regional) "Doutor Domingos Leonardo Cerávolo", onde recebeu atendimento médico, teve alta e passa bem.

Segundo a delegada, a confusão começou com um tumulto dentro do ônibus, onde alguns jovens queriam pular a catraca, na tentativa de não pagar a passagem. Quando chegou no ponto final, houve o disparo.

Segundo José Ricardo Góis, coordenador do CGO (Centro de Gerência Operacional) da empresa, o autor do disparo teria embarcado próximo ao Prudenshopping, e a briga ficou mais intensa ao chegar no destino final do bairro. "Logo que efetuou o disparo, ele voltou para dentro do coletivo, para se abrigar, e as pessoas que desceram ali passaram a jogar pedras no veículo, que teve uma janela quebrada, bem como um vidro traseiro. Não tenho muitos detalhes, porque a situação é um pouco confusa. Mas foi uma discussão geral com as pessoas que estavam no transporte", relata.

O representante da empresa também esclarece que o autor não é segurança da TCPP, e a empresa também não contrata este tipo de profissional para acompanhar as linhas. "Ele deve trabalhar como segurança em algum lugar, mas para a companhia ele é apenas um passageiro comum. Não possuí vínculo empregatício", destaca.

O caso segue em investigação.

 

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