Agentes barram drogas sintéticas com visitantes de presos

K4 é derivado da maconha e pode ser borrifado em papel; em uma das ocorrências, entorpecente estava costurado no cós da calça

REGIÃO - ROBERTO KAWASAKI

Data 16/02/2021
Horário 11:07
Foto: AI da Croeste
Droga K4 é mais potente que a maconha e pode ser borrifada em papel
Droga K4 é mais potente que a maconha e pode ser borrifada em papel

No final de semana, servidores da SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) recolheram drogas sintéticas que seriam levadas para dentro de duas penitenciárias da região de Presidente Prudente. Em outros dois flagrantes, agentes recolheram manuscritos supostamente entregues por sentenciados. 

Conforme a Croeste (Coordenadoria de Unidades Prisionais da Região Oeste), na Penitenciária de Irapuru, uma visitante foi barrada ao tentar entrar na unidade com droga sintética conhecida como K4 –  derivada da maconha que possui efeito mais intenso que o natural.

Os papelotes em formato retangular estavam escondidos e costurados no cós da calça. O mesmo entorpecente também foi apreendido na entrada da Penitenciária Silvio Yoshihiko Hinonara, em Presidente Bernardes.

De acordo com a Croeste, durante o procedimento de revista através do scanner corporal, foi visualizada uma imagem suspeita na região da cintura da mulher. Ao ser questionada, retirou duas folhas de caderno na cor amarelo esverdeado, que aparentavam ser K4. 

Em ambos os flagrantes, além de serem suspensas do rol de visitas, as mulheres foram conduzidas à Delegacia de Polícia Civil dos municípios para que fossem tomadas as medidas de Polícia Judiciária. A SAP também instaurou Procedimento Disciplinar para apurar a cumplicidade dos presos que receberiam as drogas. 


AI da Croeste - Papelotes estavam costurados no cós da calça de uma mulher

Manuscritos apreendidos

No mesmo final de semana, agentes recolheram manuscritos com duas mulheres na saída da Penitenciária Maurício Henrique Guimarães Pereira, P2 de Presidente Venceslau. Os flagrantes ocorreram no intervalo de meia-hora. 

Segundo a Croeste, durante o procedimento de saída das visitantes, servidoras da unidade observaram que uma delas portava dois papeis em suas vestes. O texto trazia anotações de agência bancária e foram encaminhados para apuração da Polícia Civil.

Pouco depois, outra mulher tentou deixar a unidade prisional com um manuscrito em suas mãos. O papel continha anotações endereçadas à defensora do sentenciado. 

De acordo com a Coordenadoria das Unidades Prisionais, devido aos flagrantes, os presos que receberam as visitas das mulheres foram conduzidos cautelarmente ao pavilhão disciplinar para apuração dos fatos.

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