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Agosto

O Espadachim, um cronista a favor do manto, da manta e do mantra

OPINIÃO - Sandro Villar

Data 02/08/2020
Horário 05:45

Agosto, mês do desgosto e do cachorro louco e, no segundo caso, dizem que as Lassies e as cadelas em geral entram mais no cio nesse mês e deixam doidões os Rin-Tin-Tins e os totós vira-latas e de raça. Mas o famigerado mês é também marcado por fatos funestos, principalmente na política brasileira.
Mas antes é preciso lembrar que a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) começou no mês de agosto e também foi em agosto, na Segunda Guerra Mundial (1039-1945), que os EUA, para amedrontar a então União Soviética, destruíram com bombas atômicas as cidades de Hiroshima e Nagasaki (246 mil mortos), quando o Japão já estava arrasado e prestes a se render.
Pressionado pelos golpistas de então, Getúlio Vargas deu um tiro no peito e entrou para a História no dia 24 de agosto de 1954. Jânio Quadros renunciou à Presidência pensando em voltar ao governo nos braços do povo, que, pelo jeito, não quis acolhê-lo nem com os antebraços.
Mais recentemente, no finzinho de agosto de 2016, a presidente Dilma Rousseff foi apeada do poder. Um golpe contra ela, segundo a Esquerda. Os responsáveis pela deposição de Dilma, tachados de golpistas, alegaram as tais de pedaladas fiscais para justificar, na visão deles, o impeachment, previsto na Constituição. 
É uma história mal contada. Cunha Corleone se vingou da presidente - ou presidenta -, mas entrou pelo cano. Ou pela porta da cadeia. 
Outras duas tragédias de agosto envolvendo políticos: Juscelino Kubitscheck morreu em um acidente de carro e Eduardo Campos foi vítima de um acidente aéreo. As duas histórias ainda estão mal contadas e geram controvérsias.
Outra morte misteriosa - e mal contada - é a da atriz Marilyn Monroe, que ao contrário do que muita gente pensa não fazia o tipo loira burra. A versão oficial, da qual sempre devemos desconfiar, é a de que ela cometeu suicídio ingerindo barbitúricos. Marilyn tinha um caso com o Kennedy e o FBI teria "agido", se me entendem, para afastá-la do presidente.
Carmen Miranda, a princesa Diana, que o feioso Charles desprezou, Enzo Ferrari, que fabricava aqueles carrinhos italianos que ninguém gosta, Raul Seixas e Rodolfo Valentino, o primeiro galã do cinema, também foram embora deste insensato mundo em agosto. Groucho Marx também morreu nesse mês e, pouco antes dele, partiu Elvis Presley.
O Rei do Rock morreu pobre. Tinha apenas um milhão de dólares na conta corrente e uns caraminguás na poupança. Pouca grana para uma estrela como Elvis, o artista mais fotografado do mundo.
Sobre Elvis, vale lembrar o comentário do lendário apresentador de televisão Johnny Carson: "Se a vida fosse justa, Elvis não teria morrido e seus imitadores estariam todos mortos". Como me preocupo com a saúde dos meus leitores e das minhas leitoras, meus futuros eleitores, um alerta no arremate: os hipertensos não devem ingerir sal a gosto, talvez a maio ou, no máximo, junho.

DROPS de Groucho Marx

Não entro para clubes que me aceitam como sócio.

Estes são os meus princípios. Se você não gosta deles, eu tenho outros.

O matrimônio é a principal causa do divórcio.

Eu fui casado por um juiz. Eu deveria ter pedido por um júri.

Eu não sou vegetariano, mas como animais que são.

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