Alba destaca necessidade de união entre os poderes

Esta foi uma das justificativas pelas quais a vereadora, com a ajuda de mais 6 parlamentares, votou contrária à criação de Comissão Processante contra o prefeito

PRUDENTE - GABRIEL BUOSI

Data 17/06/2020
Horário 04:02
Arquivo: Alba foi um dos votos contrários à Comissão Processante Foto: Arquivo: Alba foi um dos votos contrários à Comissão Processante

Na segunda-feira, a Câmara Municipal de Presidente Prudente, por sete votos a cinco, decidiu por arquivar um pedido de abertura de uma Comissão Processante e que poderia, inclusive, levar à possível cassação de mandato do prefeito de Presidente Prudente, Nelson Roberto Bugalho (PSDB). Entre os votos contrários à abertura e que fizeram a diferença neste momento foi o da vereadora Alba Lucena Fernandes Gandia (DEM), que prezou, conforme relato dela, pela necessidade de união e não de ruptura entre os poderes. “Como mulher e professora, sei que serei educadora para o resto da vida, e foi assim que mantive os diálogos sobre o tema com quem tinha qualquer dúvida sobre o assunto. Prefiro a conciliação e a paz”, apontou a parlamentar.

Além disso, Alba aponta que fez uma avaliação minuciosa em relação às denúncias apresentadas pelo munícipe Luis Fernando Pinheiro Gesse, e disse que preferiu uma ótica de cuidado com a postura ética. “Teríamos que decidir algo muito sério e o meu receio era justamente com a noção de justiça em relação a este caso”. Isso porque, segundo a vereadora, uma eventual injustiça cometida no momento não seria possível de ser recuperada, se necessário. “Com isso, achei que a comissão era um ato de poder altamente complexo, fora o fato de que várias das denúncias já são acompanhadas, por exemplo, por esta casa de leis”. Como é o caso do transporte público municipal e que conta com uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) própria.

Alba finaliza ao dizer que, diante da pandemia, o atual momento não é o ideal para uma ruptura na relação entre os poderes, visto que eles precisam se unir para minimizar os impactos da doença e já pensar em estratégias e políticas públicas e sociais para que o município, e o país, enfrentem as consequências, que são inevitáveis, da melhor maneira possível.

 

COMISSÃO

PROCESSANTE

Conforme noticiado por este diário, entre as denúncias contra Bugalho estavam, por exemplo, a retirada e a construção no mesmo local da ciclovia da zona norte; os “vários alertas” do TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo); nomeações de cargos comissionados; atraso de salário dos servidores; uso indevido da imagem dos servidores em campanha publicitária; utilização da máquina para propaganda de empresa particular; e da falta de providências nas enchentes do Parque do Povo, mesmo com decisão judicial. No documento, foram mencionados ainda a implantação do Bom Prato, prometido para fevereiro deste ano e não finalizado, mesmo após ação judicial da Defensoria Pública; do “gasto exacerbado” com publicidade; fechamento de escolas e falta de segurança nas mesmas e o atraso na entrega do abrigo de animais.

“[...] achei que a comissão era um ato de poder altamente complexo, fora o fato de que várias das denúncias já são acompanhadas, por exemplo, por esta casa de leis”
Alba Lucena Fernandes Gandia (DEM), vereadora

 

 

 

 

 

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