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Atenção, senhores passageiros!

OPINIÃO - Marcelo Fritschy

Data 04/08/2020
Horário 04:12

O Aeroporto Estadual Adhemar de Barros de Presidente Prudente está inserido no projeto de desestatização de aeroportos do governo do Estado de São Paulo, e a expectativa é que sejam investidos cerca de R$ 50 milhões nos 30 anos de concessão. 
Em audiência realizada em maio desse ano pela Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), foi informado que o aeroporto prudentino receberá já na primeira fase: adequação da largura e inclinação da pista de pouso e decolagem, ampliação do terminal de passageiros e equipamentos de navegação aérea. 
No entanto, existe uma grande preocupação da sociedade civil organizada de que haja apenas uma mera reforma do terminal de passageiros, popularmente conhecido como um puxadinho, e não a construção de um novo saguão, conforme foi requerido e que está previsto em outros municípios. Afinal, um novo saguão não seria apenas esteticamente mais bonito, mas também, ofereceria maior conforto aos passageiros, dando condições para o município receber um HUB, ou seja, conexão de voos. 

Existe uma grande preocupação da sociedade civil organizada de que haja apenas uma mera reforma do terminal de passageiros

Lembrando que o governo municipal doou uma área de 200 mil metros quadrados ao Daesp (Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo) para ampliação do aeroporto, cuja parte do terreno será destinada para a construção de uma nova unidade da Receita Federal, integrando com um posto de alfândega, fomentando a economia o desenvolvimento regional e propiciando centenas de empregos.
Alegando impasses burocráticos e divergências de áreas, finalmente, a Prefeitura disse ter encaminhado à Câmara Municipal o projeto que formaliza a doação do terreno para a Receita Federal, transferindo do município para o Estado de São Paulo, texto o qual tem que ser votado e decidido o quanto antes.
O problema é que os prazos estão se esgotando e as demandas são de extrema urgência! Se não tiverem continuidade, ambos os projetos capitaneados por entidades e pela sociedade civil nos últimos anos podem perder o “time” e verba, ou seja, resultando em um trabalho perdido e retrocesso municipal.


 

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