Autoridades desmentem boatos na região de PP

De acordo com informações da SAP, “não houve tumulto, nem registros de ocorrências nas unidades da área da Croeste"

PRUDENTE - VICTOR RODRIGUES

Data 25/01/2017
Horário 10:15


Com a rebelião no CPP III (Centro de Progressão Penitenciária), popularmente conhecido como Instituto Penal Agrícola  Professor Noé Azevedo, de Bauru (SP), ontem, muitos boatos percorreram o Estado de São Paulo, inclusive alguns deles chegaram à região de Presidente Prudente e preocuparam várias pessoas, até porque, a região abriga diversas unidades prisionais. Entre os boatos, estavam que alguns dos mais de 150 detentos foragidos do local teriam cometido assaltos na rodovia e se apossado de carros e dirigiam ao oeste paulista, até mesmo com caronas.

Com as crescentes rebeliões no país, a população também temia que algo ocorresse em alguma unidade na região. Mas nada ocorreu, até a tarde de ontem. De acordo o Deinter-8 (Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior), que gerencia a Polícia Civil em toda região, "até o momento não há registro de que alguns dos sentenciados que, por ventura, conseguiram fugir, tenham rumado para esta região", informa. A Seção de Comunicação relata que na área do seu departamento não há registro de ocorrência envolvendo fato semelhante, nem havia sido acionado para oferecer reforços.

A SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) esclarece, por sua vez, que não houve tumulto, nem registros de ocorrências nas unidades da área da Croeste (Coordenadoria das Unidades Prisionais da Região Oeste). O caso foi pontual. De acordo com a pasta, já foram recapturados 90 reeducandos dos 152 evadidos. O tumulto de ontem ocorreu durante a revista de rotina. O incidente iniciou-se após um agente de segurança penitenciária ter surpreendido um preso se comunicando por celular. A situação foi rapidamente controlada pelo  Grupo de Intervenção Rápida, enquanto que a Polícia Militar atua na recaptura dos evadidos. Não houve reféns. Todos os presos envolvidos no episódio e os apreendidos regredirão ao regime fechado.

"Ressalvamos que as unidades de regime semiaberto, conforme determina a legislação brasileira, não dispõem de muralhas nem segurança armada, sendo cercada por alambrados", frisa a SAP. A permanência do preso nesse regime se dá mais pelo seu senso de autodisciplina do que mecanismos de contenção. Os presos que cumprem a pena em regime semiaberto podem obter permissão para trabalhar e estudar fora da unidade penal e pela Lei de Execução Penal poderão visitar os familiares em cinco ocasiões do ano.

O CPP III está localizado em uma área, do tipo fazenda, de 240 alqueires. Hoje, 208 presos trabalham fora da unidade, exercendo atividades externas, outros 65 em empresas dentro da unidade e  358 trabalham em atividades de manutenção do próprio presídio.

A reportagem procurou pela Polícia Militar Rodoviária para tratar dos rumores sobre os assaltos nas rodovias, mas até o fechamento desta edição, nenhuma resposta foi enviada.

 

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