Bem-aventurados

Diocese Informa

COLUNA - Diocese Informa

Data 13/02/2022
Horário 05:03

Uma vida bem-aventura, feliz, bendita, abençoada é o desejo de todos seres humanos. O desejo é comum, porém, os caminhos escolhidos para alcançar a meta são muito variados. A liturgia dominical (Jeremias 17,5-8, Salmo 1, 1Coríntios 15,12.16-20 e Lucas 6,17.20-26) trata do tema. Lucas fala que muitos discípulos e grande multidão foram ao encontro de Jesus. Se estavam indo em busca dele é porque desejavam ouvir algo para orientar a sua vida.Numa atitude de mestre, Jesus “levantou os olhos para seus discípulos” e começou a ensinar as Bem-aventuranças, conhecidas também como “sermão da montanha”. Para compreendê-las, aceitá-las e vivê-las se faz necessária uma atitude de discípulo. O papa Francisco na exortação apostólica “Sobre a chamada à santidade no mundo atual” alertava: “Estas (as bem-aventuranças) são como que o bilhete de identidade do cristão. Assim, se um de nós se questionar sobre “como fazer para ser um bom cristão”, a resposta é simples: é necessário fazer – cada qual a ser modo – aquilo que Jesus disse no sermão das bem-aventuranças. Nelas está delineado o rosto do Mestre, que somos chamados a deixar transparecer no dia a dia da nossa vida. (…) Estas palavras de Jesus, não obstante possam até parecer poéticas, estão decididamente contracorrente ao que é habitual, àquilo que se faz na sociedade; e, embora esta mensagem de Jesus nos fascine, na realidade o mundo conduz-nos para outro estilo de vida. As bem-aventuranças não são, absolutamente, um compromisso leve ou superficial; pelo contrário, só as podemos viver se o Espírito Santo nos permear com toda a sua força e nos libertar da fraqueza do egoísmo, da preguiça, do orgulho” (n. 63 e 65).Lucas diz que Jesus falou para os discípulos. Um ensinamento direcionado a quem já tinha uma proximidade, um conhecimento e uma intimidade com mestre. Nas bem-aventuranças está delineado o rosto do Mestre, como ensina o papa Francisco. Elas revelam quem é Cristo. O discípulo constantemente configura-se ao mestre no modo de pensar e no agir. Por isso, as bem-aventuranças também descrevem os discípulos de Jesus: são pobres, famintos, pacíficos, que choram, odiados e perseguidos. (Fonte: www.cnbb.org.br/bem-aventurados/).

MINI SERMÃO:
6º Domingo do Tempo Comum (Lc6,17.20-26)

O que renunciamos por Cristo? O que deixamos por Cristo? Perguntas desafiadoras! É impossível ser cristão e viver a vida do nosso jeito! Deus não é uma crendice. Quem não deixa nada e nem se deixa, por Cristo não vive. Estamos abertos para o Senhor ou fechados em nós mesmos? Sejamos do grupo dos bem-aventurados! Como é angustiante a possibilidade concreta de estarmos entre esses malditos. De maldito apenas o pecado que leva a morte. Maldito é aquele que não ama! (Autor: Padre Rafael Moreira Campos).

AGENDA PAROQUIAL: Paróquia Nossa Senhora de Fátima - Presidente Venceslau
- Missas -
Sábado: às 18h - Capela Nossa Senhora Aparecida e às 19h30 - Igreja Matriz    
Domingo: às 07h - Capela São Judas Tadeu, às 8h30 - Capela Nosso Senhor do Bonfim, às 10h - Igreja Matriz, às 17h - Capela Santa Edwiges e às 19h - Igreja Matriz

MENSAGEM DO PAPA:

O texto articula-se em quatro bem-aventuranças e quatro advertências, formuladas com a expressão “ai de vós”. Com estas palavras, vigorosas e incisivas, Jesus abre os nossos olhos, faz-nos ver com o seu olhar, além das aparências, da superfície, e ensina-nos a discernir as situações com fé. Jesus declara felizes os pobres, os famintos, os aflitos, os perseguidos; e adverte quantos são ricos, se sentem fartos, riem e são aclamados pelo povo. A razão desta paradoxal bem-aventurança consiste no fato de que Deus está próximo daqueles que sofrem e intervém para os libertar da sua escravidão; Jesus vê isto, vê a bem-aventurança além da realidade negativa. E do mesmo modo o “ai de vós”, dirigido a quantos hoje estão bem, serve para “os despertar” do perigoso engano do egoísmo e os abrir à lógica do amor, enquanto houver tempo para o fazer. Portanto, a página do Evangelho hodierno convida-nos a refletir sobre o sentido profundo de ter fé, que consiste em confiar-nos totalmente no Senhor. Trata-se de abater os ídolos mundanos a fim de abrir o coração ao Deus vivo e verdadeiro; só Ele pode dar à nossa existência aquela plenitude tão desejada e difícil de alcançar. Somos chamados para a felicidade, para sermos felizes, e tornamo-lo a partir e na medida em que nos pusermos do lado de Deus, do seu reino, da parte do que não é efémero mas que dura pela vida eterna. Somos felizes se nos reconhecermos necessitados diante de Deus — e isto é muito importante — “Senhor preciso de ti” — e se, como Ele e com Ele, estivermos próximos dos pobres, dos aflitos e dos famintos. Também nós diante de Deus somos: pobres, aflitos, famintos. Somos capazes de alegria cada vez que, possuindo bens deste mundo, não construímos ídolos aos quais vender a nossa alma, mas somos capazes de os partilhar com os nossos irmãos. (Fonte: www.vatican.va/content/francesco/pt/angelus/2019/).

Padre Rafael Moreira Campos
Adm. Paroquial Paróquia Nossa Senhora de Fátima – Pres. Venceslau/SP
"Ouse ser o melhor. Ame!"
Instagram @padrerafaelmoreira
Facebook www.facebook.com/rafaelmoreiracampos
Informações: Cúria Diocesana (18) 3918-5000
 

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