Câmara vota por arquivamento de denúncia contra Bugalho

Documento protocolado na casa de leis apontava para

PRUDENTE - GABRIEL BUOSI

Data 15/06/2020
Horário 18:51
Sessão ocorreu durante a tarde e início da noite de hoje Foto: Sessão ocorreu durante a tarde e início da noite de hoje

Depois de receber o protocolo que pedia a abertura de uma Comissão Processante para a análise de “dezenas de fatos” que poderiam levar à possível cassação de mandato do prefeito de Presidente Prudente, Nelson Roberto Bugalho (PSDB), a Câmara Municipal de Presidente Prudente votou hoje o documento e decidiu, por sete votos a cinco, pelo seu arquivamento. A denúncia havia sido protocolada por Luis Fernando Pinheiro Gesse, que apontava motivos que, segundo ele, seriam suficientes para a abertura da Comissão Processante. "Prevaleceram a justiça e o bom senso!", comemorou Bugalho.

Entre tais motivos estavam, por exemplo, a retirada e a construção no mesmo local da ciclovia da zona norte; os “vários alertas” do TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo); nomeações de cargos comissionados; atraso de salário dos servidores; uso indevido da imagem dos servidores em campanha publicitária; utilização da máquina para propaganda de empresa particular; e da falta de providências nas enchentes do Parque do Povo, mesmo com decisão judicial.

No documento, foram mencionados ainda a implantação do Bom Prato, prometido para fevereiro deste ano e não finalizado, mesmo após ação judicial da Defensoria Pública; do “gasto exacerbado” com publicidade; fechamento de escolas e falta de segurança nas mesmas e o atraso na entrega do abrigo de animais.

“Denúncia sem fundamento”

Em nota, o prefeito Nelson Bugalho afirmou estar convicto de que o pedido de cassação apresentado não tem qualquer fundamento, pois “se baseia em denúncias já apuradas e arquivadas pelo Ministério Público por serem inverídicas”, além de apontar argumentações frágeis e questões administrativas que não justificam em hipótese alguma o pedido em questão.

“Dá-se a impressão de que o pedido foi formulado com outros interesses e interessados, apenas para causar constrangimento ao chefe do Executivo”, afirma a nota.

O chefe do Executivo deixou ainda os cumprimentos aos sete parlamentares que agiram, segundo ele, com "cautela e responsabilidade". "Nesses três anos e meio de mandato, temos  conduzido a gestão pública pautados em valores morais e éticos que, aliás, regem toda a minha trajetória como homem público". Finalizou ao dizer que, mais uma vez, ficou provada a idoneidade do trabalho em prol da comunidade prudentina, apesar de "tantos ataques  e manobras políticas imorais". 

 

Veja como cada vereador votou:

- Votos contrários ao acolhimento da denúncia:

Alba Lucena Fernandes Gandia (DEM)

Elza Alves Pereira e Pereira (PSDB)

José Geraldo de Souza (PTB)

José Retali Tabosa (MDB)

Rogério Rufino Galindo Campos (PSDB)

Wellingtin de Souza Neves (MDB)

William César Leite (MDB)

 

- Votos favoráveis ao acolhimento da denúncia

Adão Batista da Silva (PSB)

Anderson Dias da Silva (PSB)

Enio Luiz Tenório Perrone (DEM)

Izaque José da Silva (Patriota)

Mauro Marques das Neves (PODE)

*Demerson Dias (PSB) (voto favorável expresso, após a votação, visto que o presidente da casa de leis votaria em situação de desempate)

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