Casa de Irene"

DignaIdade

COLUNA - DignaIdade

Data 27/07/2021
Horário 08:04

A Rede Bandeirantes produziu entre 1983 e 1984 um seriado inicialmente diário e depois semanal estrelado por Nair Bello: “Casa de Irene”. As histórias se passavam numa pensão localizada no bairro do Bixiga em São Paulo de propriedade da autoritária e rabugenta Irene, uma mama italiana que só era doce com o marido Vitório (Gianfrancesco Guarnieri). Tinha dois filhos: a feminista Gina (Françoise Forton) que acusava os homens por todos os problemas do mundo e o rebelde e preguiçoso Tito (Taumaturgo Ferreira). Dentre os hóspedes fixos estavam o músico Afonso (Elias Gleizer) que vivia aprontando e o galante português João José Bernardo (Flávio Galvão), que se apaixonava por todas as mulheres com que se deparava e a empregada Shirley Temple (Neusa Borges) que vivia exibindo seus maus dotes de cantora. A emissora presenteava Nair com mais este sucesso, após o êxito de seu seriado anterior, Dona Santa, exibido em 1981 onde ela era uma motorista de táxi. A cada semana os novos hóspedes conduziam as histórias e trapalhadas. A música-tema era uma versão original de Nico Fidenco que foi gravada no Brasil por Agnaldo Timóteo.
    
“Velhice dinâmica e não dinamitada”

Com frequência, o envelhecimento nos deixa menos ousados, com maior tendência à acomodação e manutenção de hábitos. A tão mencionada zona de conforto, exaustivamente combatida, como ideal de mudança e flexibilização, passa a ser uma meta a ser atingida. Quem viveu mais, já experimentou muita coisa, já fez suas próprias experiências, quer mais é conforto e rotina. Isso traz segurança, nos deixa com rédeas na mão, e de forma alguma, isso precisa ser considerado algo nocivo. Por outro lado, existem pessoas que mesmo ao envelhecerem permanecem desafiadoras, querem provar a si próprios e aos outros, que continuam ativos, dinâmicos e sem limitações. Não se conformam com rotinas estáticas, com mesmices sem emoção e principalmente fogem de dias preguiçosos e sem atividades. Afinal, quem está certo? Mais uma vez, o equilíbrio de ações parece ser o ideal desta dualidade de comportamentos díspares: nem tão ao céu, nem tão à Terra. Se a estagnação invariável de comportamento é nociva para o físico e para a mente, a aceleração demasiada da novidade ou a não percepção de limites e fragilidades, pode também ser danosa. É importante desafiar-se, insistir nas capacidades, não deixar de fazer ações por conta própria, e lutar por autonomia e independência. Para tanto, não é necessário se expor a riscos, perigos e ações potencialmente deletérias para pessoas que precisam reconhecer que já não têm mais as mesmas capacidades físicas anteriores. Insistir em dirigir sem enxergar bem, subir em escadas ou sobre móveis sem apoio, pendurar-se em galhos ou árvores frágeis, pilotar motos ou domar cavalos sem possuir destreza, apenas pela vontade de demonstrar que consegue: são atos heroicos com grandes chances de videocassetadas e lesões físicas muitas vezes definitivas. Preserve-se. Avalie riscos. Calcule bem as ações. Preserve o dinamismo para atos seguros. 

Dica da Semana

Televisão 

Reprises do “Programa Sílvio Santos”: 
Ao longo das últimas semanas, o “Programa Sílvio Santos” no SBT às 20h vem exibindo reprises de programas antigos das décadas de 80, 90 e 2000, com quadros que fizeram época como “Show de Calouros”, “Topa Tudo por Dinheiro”, “Em Nome do Amor” e “Qual é a Música” com participação de veteranos e celebridades já falecidas como o cantor Leandro, a apresentadora Hebe Camargo e o costureiro e deputado Clodovil Hernandez. 


 

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