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Cesta básica mais cara

GRAZIELA FERNANDES

COLUNA - GRAZIELA FERNANDES

Data 06/09/2020
Horário 03:38

Basta ir ao supermercado e você já perceberá de cara um aumento nos itens da cesta básica, que afetará diretamente o bolso da população, mas especialmente daqueles que já estão em situação difícil por conta da crise advinda com a pandemia. Nos estabelecimentos de Pirapozinho, óleo de soja chegando em média de R$ 6 a R$ 7, arroz na casa dos R$ 12 até R$ 20, pacote com 5 quilos, dependendo da marca. O feijão era um dos itens que, mês a mês, percebíamos variações, agora chega aos R$ 7 o quilo. Para economizar, vale mesmo é gastar sola de sapato pesquisando preços, o bolso agradece.

Filas nas agências

Aposentados e pensionistas que precisam ir às agências bancárias de Pirapozinho enfrentam filas, aglomerados, esperando atendimento. Nesta semana, a agência do banco Itaú, no centro da cidade, por exemplo, mantinha apenas um caixa disponível para atendimento. O resultado: aglomeração e risco à saúde dos idosos.

Por falar em banco...

Todos ansiosos para conhecer a nova integrante da família do Real! É a cédula de R$ 200, que já está em circulação no Brasil. Segundo o Banco Central, foram produzidas 450 milhões de unidades em 2020. O Banco Central informou que com os efeitos econômicos trazidos pela Covid-19, o momento era oportuno para o lançamento, já que a procura da população pelo dinheiro em espécie aumentou e essa ocorrência se repetiu em vários países. "Não é exclusividade do nosso país. Em momentos de incerteza, é natural que as pessoas busquem reservas em dinheiro como garantia", explicou o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. De acordo com a diretora de Administração do BC, Carolina Barros, essa demanda excepcional dos brasileiros pelo papel-moeda é algo inédito desde que o Real entrou em circulação, há 26 anos. 

Mercado imobiliario aquecido

Em Pirapozinho, um dos setores que apresenta sinais de recuperação é o imobiliário. Novos empreendimentos residenciais movimentam o setor, como é o caso do residencial Aquiles Vantini. Mesmo com todas as incertezas que a pandemia trouxe, um levantamento realizado pelo Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem da Indústria) e a Confederação Brasileira da Indústria da Construção mostra que nos primeiros meses do ano, a alta nas vendas de imóveis foi de quase 30%, se compararmos ao mesmo período de 2019. Já no segundo semestre, outra sinalização dos especialistas do setor é de que conviver mais em casa trouxe uma ressignificação para o conceito de lar, o que abriu caminho para as pessoas buscarem construções com mais acessibilidade, harmonia com meio ambiente, ou seja, sacadas e espaços abertos com acesso à luz natural, à natureza, tudo para trazer uma sensação de liberdade, mesmo em casa. Quem busca realizar o sonho da casa própria é hora de ficar de olho nas modalidades de financiamentos existentes, comparar taxas de juros para garantir as chaves para seu novo lar.

Setembro amarelo

Quando falar é a melhor solução. Estamos num mês de reflexão sobre saúde mental e prevenção ao suicídio no Brasil. E, em tempos de pandemia, com muitas pessoas encarando dificuldades econômicas, desemprego, estresse, aumentam as chances de desenvolvermos transtornos da mente. A própria Organização Mundial da Saúde aponta que este cenário de aumento dos transtornos psíquicos tende a persistir após a pandemia inclusive. No Brasil, o Ministério da Saúde já considera os casos de suicídio como um problema de saúde pública. A campanha tem o objetivo de promover a prevenção, com conscientização e discussão sobre o tema. A fragilidade da população exposta com o isolamento social requer ainda mais cuidado e atenção. Falar o que sente, respeitar o que outras pensam e sentem também faz toda a diferença. Ouvir com mais empatia, acolher e que todos possamos combater o estigma que ainda há em torno do suicídio, isso é, salvar vidas.

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