China

Sandro Villar

O Espadachim, um cronista contra a coceira e a coça

CRÔNICA - Sandro Villar

Data 13/04/2023
Horário 05:30

Nos últimos 40 anos, a China retirou mais de 800 milhões de pessoas da extrema pobreza e, olhando bem os números, essa multidão é o equivalente a quatro Brasis, o que não é pouca coisa. Ou pouca gente. À frente do combate à extrema pobreza estava o então presidente Deng Xiaoping. Ele determinou as ações, melhorando assim a vida de tanta gente.
É bem verdade que ainda há alguns milhões de chineses na penúria, mas eles são atendidos pelo governo. Seriam cerca de dez milhões de pessoas vivendo nos grotões do país. Com a ajuda oficial, eles mesmos desenvolvem ações sociais para melhorar de vida. Por exemplo: quem tem duas vacas leiteiras dá uma para o vizinho.
Com isso - convém lembrar -, a China em breve não terá mais pobres. A pobreza está com os dias contados. Desde a revolução de 1949, que levou o camarada Mao Tsé-Tung ao poder, a China investe maciçamente no social. Nos tempos atuais, combate à pobreza tornou-se uma obsessão para o atual presidente, o camarada Xi Jinping, que é um homem sério.
Outro assunto que também parece obsessão para Xi é a paz mundial. Ele sonha com um mundo de paz. Isto é sensacional. A China não quer brigar com ninguém. Os EUA azucrinam a China. Na verdade, sentem inveja porque não dominam mais o comércio mundial. Até há pouco tempo atrás os americanos dominavam 44% do comércio mundial. Hoje a situação mudou. Quem dá as cartas é a China, que atualmente domina o mesmo percentual, ou seja, os 44% que eram do Tio Sam(gue). Daí a bronca com os chineses. 
Por que a China tornou-se a segunda economia do mundo (dizem que já é a primeira)? Talvez seja a introdução do capitalismo de Estado ou comunismo de Estado, visando o social. Ou socialismo, sei lá. 
Chineses vivem bem e há vários bilionários no país. Chineses nunca fizeram tanto turismo como agora. Viajam mundo afora e frequentam as belas praias do sudeste asiático, como as do Vietnã. O Partido Comunista observa tudo, mas qual país não tem serviço secreto para observar? Imaginem o Stédile nos EUA. Se você não se intrometer nos assuntos do partido, você pode se dar bem na China.
Não há criminalidade e moradores de rua. De madrugada, a pessoa pode sair às ruas com um celular de última geração, mesmo caminhando por locais ermos. Ela não será roubada. Celular todo mundo tem. Não há necessidade de roubar. Chineses comem bem e não sofrem com a praga do desemprego. O povo tem o básico. Talvez o país seja assim por ter também uma cultura milenar, onde Confúcio e Lao-Tsé parecem influenciar mais do que Marx e Mao. 

DROPS

O bom cabrito é o que berra na hora certa.

O mundo está do jeito que os anjos não gostam.

Filme da Semana no Cine Brasil: "Joias da Arábia", estrelando grande elenco cafona e nonsense.

Se você não consegue realizar seus sonhos, realize pelo menos os seus pesadelos.
(Millôr Fernandes) 
 

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