Páscoa significa: Pessach, ou seja, passagem. Na comemoração judaica, o Pessach ou Páscoa Judaica, também é conhecido como Festa da Libertação. A história conta que havia um povo hebreu que era escravizado pelo Faraó no Egito. Deus decide lançar uma praga para convencer Faraó a libertar os hebreus da escravidão. Só que Faraó concordava em libertar o povo, e logo em seguida, voltava atrás de sua decisão. E assim, cada vez que Faraó resistia, Deus enviava uma praga diferente. Até que, ao chegar na 10ª praga, Deus ordenou a morte de todos os primogênitos dos egípcios, inclusive, o filho de Faraó. Foi ordenado que marcasse as portas com o sangue de um cordeiro, e assim, somente as casas que tinham essa marca, iriam escapar do anjo da morte. Então, foi assim que, finalmente, Faraó resolve libertar os hebreus. E foi por isso que a libertação do povo, passando pelo Mar Vermelho rumo à Israel, foi chamada de Pessach, Festa da Libertação ou Páscoa. A Páscoa judaica tem uma duração de 8 dias. As famílias, nesse período, limpam meticulosamente a casa, removendo todas as migalhas e lembrando os judeus que deixaram o Egito às pressas. Os judeus celebram a Festa de Páscoa, servindo um jantar familiar, em que cada prato tem um valor simbólico muito forte e preciso. Um cordeiro seria assado e comido por todos. O jantar também deveria ter as ervas amargas, como a raiz forte e o rabanete; para lembrar como a vida era amarga quando os judeus eram escravos de Faraó. O pão sem fermento chamado de: matzá, em hebraico, com o significado de lembrar que os judeus comeram às pressas o pão que não teve tempo de fermentar para se libertar do Faraó. Por volta do ano 550 a.C., os judeus criaram uma sequência para o jantar (chamada de Hagadá), que incluía o relato do Êxodo, os 4 cálices de vinho e o Charosset (pasta doce). A intenção do mandamento é que todos os membros da família participem das narrativas e da liturgia, e que a festa seja uma maneira de ensinar as crianças sobre a saga de seus ancestrais.
A Páscoa Cristã é uma das festividades mais importantes para o cristianismo, pois representa a ressurreição de Jesus Cristo, o filho de Deus. Para os cristãos, a Páscoa celebra a ressurreição de Jesus Cristo ao terceiro dia após sua crucificação, simbolizando a vitória da vida sobre a morte, o perdão dos pecados e a promessa de vida eterna. É o ápice da fé cristã, pois esta celebração marca a passagem da morte para a vida e a renovação da esperança em Cristo Jesus. Ao se entregar na cruz, Jesus oferece a Deus um sacrifício supremo, por ser o Cordeiro imolado sem defeito, ou seja, sem pecado; para reconciliar a humanidade com Deus. A Semana Santa começa com o Domingo de Ramos, que lembra a entrada de Jesus em Jerusalém. Segundo dados históricos, foi na Quinta-feira Santa que aconteceu a última ceia, marcada pelo Lava-Pés dos seus discípulos e o momento em que Jesus foi preso. Já a Sexta-feira Santa é marcada pela hora em que Jesus é torturado e morto na cruz, chamada de Paixão de Cristo; um ato de amor para nos salvar e redimir os nossos pecados. Sábado de Aleluia é momento de vigília e esperança, onde recolhemo-nos em oração e meditando as passagens do antigo e novo testamento que relatam como Deus salvou o seu povo. E por fim, com a chegada do Domingo de Páscoa, os cristãos celebram a Ressurreição de Cristo e a sua primeira aparição entre os seus discípulos.
MINI SERMÃO
Para os cristãos, como mencionado, a Páscoa relaciona-se com a crucificação, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Dentro da tradição cristã, a ressurreição de Cristo aconteceu no terceiro dia após sua crucificação. Para nós, cristãos batizados, a Páscoa tem este sentido de vida nova. Através do batismo, somos libertos da escravidão do pecado, e enquanto está neste mundo vivemos o êxodo, ou seja, a esperança de herdar a nova terra prometida, o novo céu. Como discípulos e missionários de Jesus, tentamos colocar em prática os seus ensinamentos a fim de cumprir com o seu mandato que é: "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura". (Mc 16;15). Após a ressurreição, “quando amanhecia o primeiro dia da semana” (Mt 28, 1), os primeiros cristãos começaram a reunir-se para celebrar a Eucaristia, o memorial da páscoa de Cristo, não mais no sábado, mas no domingo, dia do Senhor como relata em: (At 20, 7; 1Cor 16, 2). É a Páscoa cristã dominical, quando se celebra, ao longo do ano, o acontecimento central da nossa fé cristã. Pois todas as vezes que celebramos a Eucaristia, atualizamos o sacrifício de Jesus sobre o altar por meio das duas espécies do pão e do vinho que se tornam pela oração de consagração o corpo e sangue de Cristo.
MENSAGEM DO PAPA
Papa Leão XIV em sua mensagem sobre a Páscoa diz que: "o Senhor está vivo e permanece conosco".
O Papa Leão XIV recordou que: "a Páscoa do Senhor nos dá esperança", não obstante "o poder da morte" nos ameace "constantemente, por dentro e por fora". "Dentro de nós, quando as preocupações ou os ressentimentos sufocam a alegria de viver", fora de nós, a morte está "presente nas injustiças, nos egoísmos de parte, na opressão dos pobres, na escassa atenção para com os mais frágeis", na "guerra que mata e destrói". Segundo o pontífice da fé, dentro de nós, quando o fardo dos nossos pecados nos impede de voar; quando as desilusões ou a solidão que experimentamos esgotam as nossas esperanças; quando as preocupações ou os ressentimentos sufocam a alegria de viver; quando estamos tristes ou cansados, quando nos sentimos traídos ou rejeitados, quando temos de lidar com a nossa fraqueza, com o sofrimento, com o desgaste do dia a dia, parecendo que fomos parar num túnel do qual não vemos a saída.
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Padre Armando Nochetti
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