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Corinthians x Palmeiras: rivalidade entre amigos

Isaías e Vanderlei são, respectivamente, corintiano e palmeirense roxos, mas apesar do confronto em campo, dividem o amor pelo esporte

Esportes - THIAGO MORELLO

Data 08/08/2020
Horário 06:59
Weverson Nascimento - Amigos torcem juntos pelas equipes, deixando a rivalidade somente para o jogo Foto: Weverson Nascimento - Amigos torcem juntos pelas equipes, deixando a rivalidade somente para o jogo

Palmeiras e Corinthians entraram em campo, na quarta-feira, no primeiro jogo da final do Campeonato Paulista. Placar final: 0 a 0, deixando assim o nervosismo ainda mais para o confronto final, que ocorre hoje, no Allianz Parque. Sendo assim, o que não faltam é o calor humano e apreensão das torcidas, à espera de conhecer o campeão do Paulistão 2020 o quanto antes. Mas há casos em que essa rivalidade, prevalecendo a amizade, claro, ainda ultrapassa o confronto dentro do campo.
Se liga nessa história, por exemplo: Isaías Bispo de Souza, 44 anos, vendedor. Vanderlei Ramos, 51 anos, mototaxista. Moradores de Presidente Prudente e, respectivamente, corintiano e palmeirense roxos, eles ainda são vizinhos. Grandes amigos, eles trazem consigo o amor pelo time do coração, mas lógico, a rivalidade que o derby traz desde os tempos antigos.
E por falar em antigo, não é de hoje que essa paixão acontece. Isaías, por exemplo, narra que a influência corintiana vem desde cedo, lá da infância, com a família. “É um amor que veio do meu pai, dos meus tios... E também fui crescendo, assistindo jogos, conhecendo mais o time e me apaixonando mais. É um time de raça”, completa. Um amor que ultrapassou barreiras e está estampado nas paredes da casa dele. Isaías, desde sempre, tem enfeitado cada canto da casa dele com quadros, imagens e títulos que o Corinthians ganha a cada ano.
Mas como dito, essa febre corintiana não afeta a amizade, como observado por ele e confirmado por Vanderlei. Em dias de jogo, até nos clássicos, eles se juntam para assistir e torcer. “A rivalidade só existe nos gostos mesmo, porque a gente é amigo e torce junto. Se ganhar ganhou e se perder perdeu. Não brigamos por conta disso. Acho que isso é o mais importante”, lembra. E para hoje, não será diferente disso.
Porém, isso não quer dizer que ele deixa de torcer. Assim como o amigo, o palmeirense vibra com as partidas. E isso foi desde sempre. Ele e Isaías compartilham também a história de conhecer o time desde a infância, pela influência da família, e crescer aperfeiçoando a torcida. Vanderlei, que já esteve em confrontos no estádio, brinca que vencer realmente é mais gostoso, mas eles comemoram juntos da mesma forma. “Expectativa são altas”, frisa.



 

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