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Coronavírus, um acelerador de futuros

Bruna Melo

COLUNA - Bruna Melo

Data 17/07/2020
Horário 06:00

O coronavírus funciona como um acelerador de futuros? Essa é a conclusão de diversas pessoas em todas as partes do mundo. A pandemia acelera mudanças que já estavam em andamento, como o trabalho remoto, a educação a distância, escrituras públicas digitais, compartilhamento de custos e espaços entre empresas e busca por sustentabilidade, seja empresarial ou cívica.
O mundo globalizado, a velocidade das transformações, a tecnologia e o excesso de informações, nos gerou a falsa percepção que tínhamos tudo sob controle, não é mesmo? Porém, veio o coronavírus e trouxe consigo uma avalanche de incertezas e emoções.
O pacote de medidas para combater o coronavírus, tendo como cerne o isolamento social, fez com que tivéssemos um momento forçado de reflexão sobre nossos hábitos e nossas vidas. Será que vão persistir os mesmos valores na vida pós-pandemia?
Definitivamente não. A solidariedade e empatia estão cada vez mais em evidência. Veja os exemplos de vizinhos que nunca haviam se falado e na pandemia se colocaram à disposição dos mais idosos para fazer compras, músicos tocando gratuitamente para a vizinhança para tentar alegrar os momentos de solidão e desespero, a corrente de solidariedade para tentar ajudar os pequenos comércios locais, entre outras ações beneficentes.
Estamos iniciando uma forte recessão em que especialistas calculam que poderá demorar anos para retomar o crescimento anterior ao deixado pela pandemia, conforme entrevista dada ao canal BBC por Angel Gurría, secretário geral da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico): “O mundo vai levar anos para se recuperar do impacto da pandemia do novo coronavírus”.
Alguns especialistas acham que a recuperação seria no sentido ‘’V”, ou seja, recessão e retomada do crescimento de forma rápida. Outros no sentido “U”, em que há um espaço entre a recessão e a retomada do crescimento, que pode demorar meses, anos ou décadas em alguns países. E todos querem que não se tornem um ‘’L’’, ou seja, queda sem retomada econômica. 
E o que o mercado imobiliário tem a ver como isso? Tudo. Com o isolamento social, passamos a valorizar o nosso lar, e muitas coisas que não tinham o valor devido, passaram a ter. As pessoas olhavam para o lar muitas vezes apenas como local para repouso, pois a maior parte do tempo era dedicada ao trabalho e seu deslocamento.
Essa valorização do lar fez com que muitas pessoas procurassem novas casas, com novos conceitos e propostas. A procura também passou pela necessidade de readequação financeira, pois muitas famílias tiveram a renda afetada diretamente. Parece paradoxal, mas nunca as famílias brasileiras e no mundo estiveram tão unidas em seus lares como neste momento difícil provocado pela pandemia da Covid-19.
O mercado imobiliário está sendo o arrimo da economia brasileira para que não desmorone de vez. Os juros baixos e a inflação controlada são fatores positivos que fazem com que o mercado imobiliário fique aquecido, mantendo empregos na construção civil e a economia em movimento. 
Em recente palestra ministrada no cartório em que trabalho, pelo empresário Lucas Krasucki, ele trouxe a seguinte campanha/reflexão: nó X nós. Ao invés de dificultar e se torna um nó, devemos facilitar e nos unirmos para transformar em nós. Espero que a partir das mudanças aceleradas por essa pandemia o valor do nós se sobressaia e juntos possamos superar esse momento de dificuldade, que só não se tornou pior graças ao mercado imobiliário, inclusive em Presidente Prudente. 

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