Crescimento econômico no pós-pandemia

OPINIÃO - Fernando Martinez Hungaro

Data 09/07/2021
Horário 04:30

Nos últimos 15 meses, foi e tem sido bastante comum não conseguirmos falar de outro assunto exceto a pandemia derivada da Covid-19: profissionais da saúde se atentam às consequências da doença, juntamente com a esperança renovada a cada dia em que se anunciam aumentos na eficácia das vacinas; políticos enfatizam uma polarização entre esquerda e direita que há muito não se via; ao mesmo tempo em que economistas discutem sobre os efeitos dos tão discutidos lockdowns sobre a atividade econômica.
Contudo, ainda que o cenário traga apenas a esperança de que os maus momentos irão passar, é preciso nos atentarmos que a economia mundial começa a retomar seu curso de crescimento, ainda que às custas de um movimento inflacionário preocupante inclusive, nos países desenvolvidos, como é o caso dos Estados Unidos neste ano de 2021. Mesmo com as falas de renomados economistas apontando a inflação como temporária, o temor que recai sobre os brasileiros é fundamentado.
Ainda assim, o acompanhamento dos noticiários mostra que o Banco Mundial indicou que o Brasil deve registrar crescimento de 4,5% em 2021. De acordo com o Banco, o incremento da atividade econômica no país está relacionado à queda nos números da Covid-19, o que é acompanhado pelas expectativas quanto à vacinação em massa. É bom lembrar que, em 2020, o PIB (Produto Interno Bruto) do país recuou 4,1%.
Na Economia Real, os efeitos já podem ser percebidos com o número de empresas abrindo seu capital nas Bolsas, com 37 companhias atualmente na fila para 2021. Soma-se a isso o Índice Bovespa testando níveis recordes nas últimas semanas, em movimento que acompanha outros índices mundiais. Com mais dinheiro em circulação, o Dólar também segue reduzindo seu valor em relação ao Real, em movimento que anima os investidores e mesmo os empreendedores, já que os investimentos em empresas startups também seguem aumentando.
Observando tal quadro, espera-se que possamos festejar a nossa economia no segundo semestre, simultaneamente observando quedas nos números da pandemia, de maneira a finalmente retomarmos nossa vida normal.
 

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