Crianças colaborativas estreitam laços familiares

PRUDENTE - GABRIEL BUOSI

Data 12/07/2020
Horário 17:55
Arquivo - Neuza aponta que atividades estreitam laços nas famílias Foto: Arquivo - Neuza aponta que atividades estreitam laços nas famílias

A partir do segundo ano de idade as crianças já podem ser incluídas nas tarefas diárias dentro das residências, o que faz com que elas aprendam ainda cedo a ter responsabilidades e encontrarem uma oportunidade para construir a autonomia e a valorização do trabalho. As informações são da psicopedagoga e neuropedagoga Neuza Gibim, que ressalta a importância de aproveitar este momento de pandemia, em que pais e filhos estão em casa, para aprimorar os laços afetivos. “A colaboração efetiva nas tarefas de casa farão com que as crianças se sintam importantes, colaborativas e pertencentes ao grupo familiar, em que cada um tem suas responsabilidades e funções”, aponta. 
A psicopedagoga lembra que já desde os dois anos de idade é possível, por exemplo, sugerir que as crianças reguem as plantas, guardem os brinquedos ou troquem de roupa sozinhas. Ela aponta, no entanto, que é preciso sempre pensar na independência dos pequenos, o que incentivará a responsabilidade. “A criança não pode ser tratada como café com leite, sendo necessária a observação dos pais ou responsáveis para iniciarem no momento certo”.

Quais tarefas podem ser inseridas?

Neuza aponta que, de acordo com a idade, é possível solicitar um tipo de colaboração, e aumentar gradativamente a responsabilidade e autonomia das crianças. Ela lembra que como a maioria tem animalzinho de estimação, esta seria, por exemplo, uma ótima oportunidade para que elas cuidem dos seus bichinhos ao trocar a água, dar refeição, limpar a sujeira, e demais ações que envolvem os animais. “As crianças podem, ainda, arrumar a cama, colocar a mesa, ajudar a preparar um bolo, bolachinhas, e eles adoram, claro, sempre com a participação de um adulto”.

Criação de laços na pandemia

A profissional expõe que a pandemia está possibilitando um contato mais direto e assíduo entre as famílias. Segundo ela, as crianças estão observando a movimentação, os trabalhos em esquema de home office e, nesta linha, precisam, também, de movimentos e de experiências novas. Neuza ressalta que é preciso lembrar que os pequenos adoram estar perto de seus pais, produzindo, aprendendo e realizando a troca de afetos, portanto, aprender responsabilidades desde cedo com os pais é fundamental.

Como não se tornar uma obrigação?

Se tratando de educação, os pais precisam sempre de cuidados e de muito amor envolvido. Neuza diz que é preciso sempre lembrar que, na maioria das vezes, as crianças querem ajudar, e que cabe aos pais permitir, incentivar estas tarefas e aos poucos ir colocando as responsabilidades de cada faixa de idade. “O diálogo deve prevalecer. Os elogios a cada conquista, o desejo de estarem próximos nas tarefas, o aprendizado e o tempo que estarão pertos. As crianças querem”. Ela lembra que a experiência é incrível, maravilhosa e que o momento atual permite. 

SAIBA MAIS

O diálogo com os filhos deve ser permeado pelo afeto, de forma clara, e no sentido de esclarecer que as crianças desde cedo precisam colaborar com as tarefas domésticas. Neuza lembra que esta contribuição faz parte do crescimento e desenvolvimento de uma pessoa, não somente em períodos de pandemia, porém, agora, de forma mais intensa. “Quanto menor a criança, mais os pais precisam estar juntos, orientando, ensinando e praticando, para que possam ir exercitando a autonomia dos pequenos”. A psicopedagoga enfatiza que o prazeroso mesmo é estar junto. 

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