Cruz

Sandro Villar

O Espadachim, um cronista que avisa: os rios também não estão pra peixe

CRÔNICA - Sandro Villar

Data 13/11/2020
Horário 05:31

Depois que Jesus Cristo foi crucificado, a cruz passou a ser o símbolo e a marca do Cristianismo. Enfim, representa o Cristianismo e nem poderia ser diferente. Ao longo do tempo, no entanto, a cruz também passou a ser uma metáfora alusiva aos nossos problemas pessoais e profissionais. 
Vai daí que surgiram expressões do tipo "a cruz que carrego é pesada demais" e outras similares. Talvez resignadas há pessoas que carregam a cruz com dignidade. Ou com um pouco de dignidade, sem reclamar da vida.
Encurtando este papo: todos, metaforicamente, carregam a sua cruz. Algumas cruzes são pesadas pra cachorro. O peso é de acordo com os problemas e dramas do sujeito. Se os problemas parecem insolúveis, a cruz é, de fato, uma carga pesada. Aliás, mais pesada do que a carga tributária.
Ah, sim, seu Salim: sobre esse papo de cruzes pesadas adivinhem quem carrega as cruzes mais volumosas ou de maior dimensão? Os pobres, claro, dona Clara. Sei não, mas dá a impressão de que a cruz do pobre, metaforicamente falando, é de madeira robusta, como a peroba, por exemplo.
Nunca é cruz de cedro, que é uma madeira mais leve e delicada, no bom sentido, é claro. Também não é cruz de bambu ou feita com capim dourado. Do jeito que a coisa vai, com essa desigualdade social assombrosa, pobre vai acabar carregando cruz de ferro, se é que já não carrega.
E a cruz dos ricos? Ah, aí a coisa muda de figura até porque "coisa fina é outra gente", quer dizer, "gente fina é outra coisa". É bem verdade que os ricos também têm seus problemas e alguns pra lá de graves. Apesar disso, a cruz dos endinheirados é de uma leveza estupenda, mesmo que alguns deles sejam estúpidos.
Também é bem verdade que convém conferir "in loco" o material usado na fabricação da cruz dos ricos, principalmente na cruz dos banqueiros. Pensando bem, nem precisa conferir até porque a cruz é assim como as nuvens. Coisa leve e ao que parece a cruz é de isopor e, claro, não causa dor nas costas.

DROPS

Filme da Semana no Cine Brasil: "O Rato que Ruge à Brasileira", remake da comédia do Peter Sellers após a história da "saliva e da pólvora".

Os preços dos alimentos estão mais altos do que salto com vara.

Botijão de gás explode, mas menos do que o preço do produto.

Estamos todos no mesmo teco-teco? Por enquanto, foram vistos apenas dois passageiros: a dupla Tico e Teco.   
 

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