Dados mascarados refletem em políticas públicas ineficientes

EDITORIAL - DA REDAÇÃO

Data 26/01/2023
Horário 04:29

Quanto maior acesso e mais facilidade a população tiver para a realização de exames, com certeza é melhor para a detecção de doenças e para o início dos tratamentos adequados. Tudo isso reflete de forma positiva quando o assunto é saúde, seja ela pública ou privada. No entanto, apesar de ser vantajoso dos pontos de vista mencionados, é necessário que as pessoas tomem certas providências quando recorrem a serviços particulares – ou a unidades de saúde fora do município em que residem.
Nesta semana, O Imparcial trouxe uma realidade que tem colocado o Setor de Endemias de Santo Anastácio em alerta. Como mostrado pela reportagem, muitos pacientes estão realizando o teste para detecção de dengue em clínicas particulares ou até mesmo em outras cidades da região, dificultando o controle do índice de contaminação municipal.
E manter o controle sobre a proliferação de doenças como a dengue, por exemplo, é de extrema importância para que as medidas necessárias sejam tomadas a tempo. Uma delas é a realização de nebulização na chamada área de bloqueio, ou seja, nas proximidades da residência da pessoa infectada. Outro ponto importante dessa comunicação aos órgãos competentes é para que a Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) libere insumos para ações de contenção da doença – o que depende da atualização dos casos confirmados.
Fato é que os casos subnotificados de doenças como a dengue, e outras como a Covid-19, por exemplo, trazem enormes prejuízos aos municípios, e claro, à população. As estatísticas norteiam todas as ações realizadas para impedir a proliferação das doenças e para disponibilizar o tratamento adequado aos pacientes. Desta forma, caso recorra a clínicas particulares ou unidades de saúde fora de seu município, não deixe de comunicar as eventuais confirmações de doenças às autoridades competentes. 

Publicidade

Veja também